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Bibliologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

AS ESCRITURAS


A BÍBLIA

As sagradas escrituras constituem o livro mas notável jamais visto no mundo. São de alta antigüidade. Contém o registro de acontecimentos do mais profundo interesse. A história de sua influência, é a história da civilização. Os melhores homens e os maiores sábios têm testemunhado de seu poder como instrumento de iluminação e santidade, e visto que foram preparadas por homens que “falaram da parte de Deus movidos pelo Espirito Santo”, a fim de revelar o “único Deus verdadeiro e Jesus Cristo a quem ele enviou”, elas possuem por isso a nossa mais fortes reverente e atenciosa consideração.

1-) A BÍBLIA, SEUS NOMES E TÍTULOS
Cremos que toda a palavra da Bíblia, nas línguas originais, é inspirada por Deus, e que é a única, exclusiva e suficiente regra de fé e pratica.

As línguas originais da Bíblia são o Hebraico e o Grego. O velho Testamento foi originalmente escrito em Hebraico e o Novo Testamento em Grego. Todas as Bíblias do mundo hoje são traduzidas das línguas originais.
A-) A BIBLIA (Mcs. 12:26 – Lcs. 3:4).

A palavra “Bíblia” em português, vem do grego “biblos” (Mts 1:1) e “biblion”( forma diminutiva) (Lcs 4:17), que quer dizer “livro”. Os livros antigos eram escritos em biblus e em papiros, e foi daí que veio o nome em grego “biblos”, que finalmente veio a ser aplicado aos Livros Sagrados.

A Bíblia não é meramente um livro. Ela é o “Livro”. Por causa da importância dos seus assuntos, do seu alcance e da majestade do seu Autor, fica sobre todos os demais livros, assim com o céu é mais alto do que a terra.

B-) A BÍBLIA SUA UNIDADE

Umas das coisa que diferenciam a Bíblia de outros livros é a sua unidade. Embora este livro tenha sido organizado por homens, sua unidade revela a mão do Todo-Poderoso. A Bíblia foi escrita durante um período de 1500 anos por mais de 40 autores diferentes. Estes autores vieram de vários meios sociais, entre eles Josué (um general), Daniel (um primeiro ministro), Pedro (um pescador) e Neemias (um copeiro). Os autores escreveram os vários livros em locais diferentes, como no deserto (Moisés), na prisão (Paulo), no exílio, na ilha de Patmos (João). Os textos bíblicos foram escritos em três continentes diferentes (África, Ásia e Europa). O conteúdo da Bíblia versa sobre vários assuntos controvertidos, todavia é uma unidade, do começo ao fim, temos uma narrativa reveladora do plano de salvação de Deus para a humanidade. Esta salvação é através da pessoa de Jesus Cristo (João 14:6). Jesus mesmo testificou que Ele é o tema de toda a Bíblia (João 5:39-46,47, Lcs 24:44). O Antigo Testamento é a preparação (Is. 40:3), os evangelhos são a manifestação (João 1:29). O livro dos Atos é a propagação (Atos 1:8), as epístolas são explicação (Coloss. 1:27), o livro do Apocalipse é a consumação (Apoc. 1:7). a Bíblia é uma unidade onde cada parte necessita das outras para se completar, há nela uma completa harmonia, que não pode ser explicada por coincidência ou má fé. A unidade dela é um forte argumento em favor da inspiração divina.

C-) O VELHO E O NOVO TESTAMENTO – (Lcs 22:20–I Cor 11:25).

A palavra Testamento significa concerto, foi primeiramente aplicado na relação existente entre Ele e o Seu povo, e depois aos livros que tinham o relatório da sua relação. O Velho Testamento mostra o relatório da chamada e da história da nação judaica, e é por isso chamado de O Velho Concerto. O Novo Testamento mostra a história e a aplicação da redenção, realizada através de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e como tal é o Novo Concerto.

2 – SUA INPIRAÇÃO (II Timot. 3:16-17).

A palavra “inspirada”, significa soprada pela Espirito Santo. Os homens santos de Deus escreveram a Bíblia pelo poder do Espírito Santo. ( II Pedro 1:20-21) A mão do Senhor estava sobre eles para que escrevessem exatamente o que Ele queria, ou seja os escritores da Bíblia foram dirigidos e influenciados pelo Espirito Santo, de uma maneira que os escritos foram preservados de todos os erros de fatos e de doutrina (Ezequiel 1:3 – Jeremias 36:1-2).


3 –SUA VERACIDADE (Lcs. 24:44-45).
Com isto, queremos dizer que seus registros são verazes, e que assim podem ser aceitos como declarações dos fatos. O caráter genuíno da autoria das escrituras, fica demonstrado assim como estabelecido; um livro pode ser genuíno quanto a sua autoria e, contudo, não ser verdade quanto ao seu conteúdo. Por exemplo entre as obras de ficção, possuímos as de Dichens e Shakespeare entre outros, com provas incontestáveis de sua autoria. Nenhuma pessoa inteligente, entretanto, tentaria estabelecer a veracidade de suas narrativas. São universalmente conhecidas como ficção. A veracidade de qualquer afirmação ou séries de afirmações pode ser testada mediante comparação com os fatos, desde que os fatos estejam disponíveis. A veracidade das afirmações bíblicas pode ser, e tem sido testada mediante fatos descobertos pela investigação científica e pela pesquisa histórica, ou seja a Bíblia é ao mesmo tempo genuína e veraz.

4 - É A PALAVRA DE DEUS (Mcs 7:13 - Roms 10:17).

De todos os nomes dados a Bíblia, o nome “Palavra de Deus”, é sem dúvida o mais significante, comovente e completo; e como sendo a palavra de Deus, ela:

a) Permanece eternamente (I Pd 1:25, Is 40:8, Mts 5:18, Mts 24:35).

b) Tem poder: (Hbs 4:12).

c) É pura (Prov. 30:5-6).

d) Não se deve acrescentar ou tirar qualquer coisa (Apoc 22:18-19–Deut 12:32). Quando a lemos, Deus está falando conosco: (Hbs 3:7,8).

5 - É A NOSSA ÚNICA SUFICIENTE REGRA DE FÉ E

PRATICA - (II Timot. 3:16-17).

a) A Bíblia é proveitosa para ensinar, redargüir (ensinar argüindo, argumentando), para corrigir, para instruir em justiça, ela dá ensinamento perfeito, para toda boa obra. Ela contém o leite para os recém-convertidos (I Pedro 2:1-2, Hbs 5:13); e mantimento sólido para os mais maduros (Hbs 5:14).

b) Seu estudo é mandado por Deus, (Deut: 17:19, Is 34:16, João 5:39, Atos 17:11, Roms 15:4, II Tim 2:15). Deus promete bençãos para quem estuda-la (Jos:1:8, João 15:7, Salms 19:9, Mats 7:24, Lucs 11:28, João 5.24).

c) A palavra de Deus: ilumina o crente, (Salms 119:105), revela o que está no seu coração (Hbs 4:12-13), lava e purifica, (João 15:3, Salms 119:9), dá-lhe certeza da vida eterna (I João 5:13, João 5:39), refrigera a alma (Salms 19:7), nos santifica (João 17:17).
Site/pibbca

BÍBLIOLOGIA

A coleção de escritos considerados pela Igreja cristã como inspirados por Deus. O termo "Bíblia" é de origem grega e quer dizer "Livrinhos". A Bíblia tem 66 Livros e se divide em duas partes: ANTIGO TESTAMENTO (39 Livros) e NOVO TESTAMENTO (27 Livros). O AT foi escrito em HEBRAICO, com exceção de alguns trechos escritos em ARAMAICO. O NT foi escrito em GREGO.

Capítulos:. 01189 (00929 - Antigo Testamento / 0260 - Novo Testamento)

Versículos: 31173 (23214 - Antigo Testamento / 7959 - Novo Testamento)

Você Sabia?

  • O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.;
  • Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos, como a Ilíada de Homero, por exemplo;
  • É o Livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 11 milhões de exemplares na versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos e ainda 400 milhões de brochuras com extratos dos textos originais;
  • Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas;
  • A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações Bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus;
  • Foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das regiões, utilizando tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica;
  • Com exceção de alguns textos do Livro de Ester e de Daniel, os textos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes;
  • A palavra "Hebraico" vem de "Hebrom", região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em sua peregrinação, vindo da terra de Ur;
  • Os 39 Livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional;
  • A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina e iniciou-se com D. Diniz (1279-1325).

    Abreviaturas

    Em índices e citações Bíblicas, é comum o uso de abreviaturas para se referir aos Textos. Um dos formatos convencionados segue o padrão abaixo:

  • Os dois pontos (:) separam o capítulo dos versos;
  • O hífen (-) indica uma faixa contínua de versos;
  • A vírgula (,) indica uma seqüência não contínua de versos;
  • O ponto-e-vírgula (;) inicia um novo capítulo do mesmo Livro ou não, se seguido de nova abreviação.

    Gn 3:2-5 = Gênesis, capítulo 3, versículos 2 a 5.

    Lv 1:3,6;2:2-4 = Levítico, capítulo 1, versículos 3 e 6, capítulo 2, versículos 2 a 4.

    Mt 1-12;Ap 2:1-7 = Mateus, capítulos 1 a 12, Apocalipse, capítulo 2, versículos 1 a 7.

    Antigo Testamento

  • Gênesis - Gn
  • Êxodo - Ex
  • Levítico - Lv
  • Números - Nm
  • Deuteronômio - Dt
  • Josué - Js
  • Juízes - Jz
  • Rute - Rt
  • I Samuel - I Sm
  • II Samuel - II Sm
  • I Reis - I Rs
  • II Reis - II Rs
  • I Crônicas - I Cr
  • II Crônicas - II Cr
  • Esdras - Ed
  • Neemias - Ne
  • Ester - Et
  • Jó - Jó
  • Salmos - Sl
  • Provérbios - Pv
  • Eclesiastes - Ec
  • O Cântico dos Cânticos - Ct
  • Isaías - Is
  • Jeremias - Jr
  • Lamentações - Lm
  • Ezequiel - Ez
  • Daniel - Dn
  • Oséias - Os
  • Joel - Jl
  • Amós - Am
  • Obadias - Ob
  • Jonas - Jn
  • Miquéias - Mq
  • Naum - Na
  • Habacuque - Hc
  • Sofonias - Sf
  • Ageu - Ag
  • Zacarias - Zc
  • Malaquias - Ml

    Novo Testamento

  • Mateus - Mt
  • Marcos - Mc
  • Lucas - Lc
  • João - Jo
  • Atos dos Apóstolos - At
  • Romanos - Rm
  • I Coríntios - I Co
  • II Coríntios - II Co
  • Gálatas - Gl
  • Efésios - Ef
  • Filipenses - Fp
  • Colossenses - Cl
  • I Tessalonicenses - I Ts
  • II Tessalonicenses - II Ts
  • I Timóteo - I Tm
  • II Timóteo - II Tm
  • Tito - Tt
  • Filemon - Fm
  • Hebreus - Hb
  • Tiago - Tg
  • I Pedro - I Pe
  • II Pedro - II Pe
  • I João - I Jo
  • II João - II Jo
  • III João - III Jo
  • Judas - Jd
  • Apocalipse (Revelação) - Ap

    Livros do Antigo Testamento

    A Lei (Torá ou Pentateuco)

  • Gênesis
  • Êxodo
  • Levítico
  • Números
  • Deuteronômio

    Livros Poéticos

  • Salmos
  • Provérbios
  • Eclesiastes
  • O Cântico dos Cânticos

    Livros Históricos

  • Josué
  • Juízes
  • Rute
  • I Samuel
  • II Samuel
  • I Reis
  • II Reis
  • I Crônicas
  • II Crônicas
  • Esdras
  • Neemias
  • Ester

    Profetas

    A - Maiores

  • Isaías
  • Jeremias
  • Lamentações
  • Ezequiel
  • Daniel

    B - Menores

  • Oséias
  • Joel
  • Amós
  • Obadias
  • Jonas
  • Miquéias
  • Naum
  • Habacuque
  • Sofonias
  • Ageu
  • Zacarias
  • Malaquias

    Divisão Hebraica dos Escritos Sagrados

    A Lei (Torá ou Pentateuco)

  • Gênesis
  • Êxodo
  • Levítico
  • Números
  • Deuteronômio

    Os Profetas (Nebhiim)

    A - Anteriores

  • Josué
  • Juízes
  • Samuel
  • Reis

    B - Posteriores

  • Isaías
  • Jeremias
  • Ezequiel
  • Os Doze

    Os Escribas (Ketubhim)

    A - Livros Proféticos

  • Salmos
  • Provérbios
  • B - Cinco rolos (Megilloth)

  • O Cântico dos Cânticos
  • Rute
  • Lamentações
  • Ester
  • Eclesiastes

    C - Livros históricos

  • Daniel
  • Esdras - Neemias
  • Crônicas

    Livros do Novo Testamento

    Evangelhos

  • Mateus
  • Marcos
  • Lucas
  • João

    Livro Histórico

  • Atos dos Apóstolos

    Cartas (Epístolas )

  • Romanos
  • I Coríntios
  • II Coríntios
  • Gálatas
  • Efésios
  • Filipenses
  • Colossenses
  • I Tessalonicenses
  • II Tessalonicenses
  • I Timóteo
  • II Timóteo
  • Tito
  • Filemon
  • Hebreus
  • Tiago
  • I Pedro
  • II Pedro
  • I João
  • II João
  • III João
  • Judas

    Livro Profético

  • Apocalipse (Revelação)

    A Septuaginta

    Os líderes do judaísmo em Alexandria foram responsáveis por uma tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego, que integraria a Biblioteca de Alexandria, e foi chamada de Septuaginta (LXX), que significa setenta. Esta tradução já estava concluída em 150 a.C. e foi feita por eruditos judeus e gregos, provavelmente para o uso dos judeus alexandrinos. Assim que a igreja primitiva passou a utilizar a Septuaginta como Antigo Testamento, a comunidade judaica perdeu o interesse em sua preservação. Esta versão teve um papel muito importante para o estudo e divulgação do Antigo Testamento em outras línguas, já que os textos hebraicos apresentam grande dificuldade de compreensão.

    Outras versões surgiram após a Septuaginta, devido à oposição do cânon judaico a esta tradução. São elas:

  • A versão de Áquila (130 a 150 d.C.) - manteve o padrão de pensamento e as estruturas de linguagem hebraicas, tornando-se uma das versões mais utilizadas pelos judeus;
  • A revisão de Teodócio (150 a 185 d.C.) - revisão de uma versão anterior - a LXX ou a de Áquila
  • A revisão de Símaco (185 a 200 d.C.) - preocupou-se com o sentido da tradução, e não com a exatidão textual. Exerceu grande influência sobre a Bíblia latina, pois Jerônimo fez grande uso desse autor para compor a Vulgata Latina;
  • Os Héxapla de Orígenes (240 a 250 d.C.) - promoveu-se uma visão comparativa dos textos hebraicos com a tradução dos LXX, de Áquila, de Teodócio e de Símaco, procurando harmonizar os textos em busca de uma tradução fiel do hebraico;
  • Uma edição do texto hebraico, por volta de 100 d.C., veio a estabelecer o texto massorético.

    A Vulgata Latina

    Sendo o grego, considerado pela Igreja como a língua do Espírito Santo, o latim assumiu o papel de língua popular imposta pelos soldados nas conquistas romanas, motivo pelo qual a Bíblia latina recebeu o nome de Vulgata.

    Os Textos Massoréticos

    Alguns sábios judeus, chamados massoretas, iniciaram, entre os séculos VI a X d.C., um trabalho de padronização dos textos hebraicos do Antigo Testamento. Estes textos, como se sabe, foram escritos praticamente sem vogais. No trabalho de padronização, foram inseridas as vogais nos textos originais, o que contribuiu para o desaparecimento dos mesmos.

    Os Manuscritos do Mar Morto

    Foram encontrados casualmente em uma gruta, nas encostas rochosas da região do Mar Morto, na região de Jericó, em março de 1947, por um pastor beduíno que buscava uma cabra perdida de seu rebanho. São jarros contendo manuscritos de inúmeros documentos dos Escritos Sagrados de uma seita judaica que existiu na época de Jesus, os Essênios. Várias outras grutas foram encontradas após este achado, com muitos outros documentos.

    Os Manuscritos ou Documentos do Mar Morto tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelece que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destacam-se, nestes documentos, textos do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do Livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

    Língua e manuscritos do Novo Testamento

    Os escritos do Novo Testamento se utilizaram do grego coiné (comercial), amplamente conhecido e utilizado no século I, como conseqüência do império de Alexandre, o Grande. Esse idioma possuía muitos recursos lingüísticos e precisão técnica, não encontrados no hebraico, o que permitiu uma maior e mais rápida propagação dos textos entre os povos (assim como o inglês moderno, nos tempos atuais). O grego chegou a ser considerado pela Igreja Católica como a língua do Espírito Santo.

    Principais manuscritos

    O Novo Testamento tem como característica principal uma imensa quantidade de escritos e evidências externas. Alguns manuscritos, entretanto, merecem destaque. São eles:

    Os papiros - produzidos quando o movimento iniciado pelos discípulos de Jesus ainda era ilegal. Datam dos séculos II e III d.C. e constituem valioso testemunho da veracidade do Novo Testamento, pois surgiram a apenas uma geração dos autógrafos originais. Seus representantes mais importantes são:

  • p52 ou fragmento de John Rylands (117 - 118 d.C.) - encontrado no Egito, contendo parte do Evangelho de João;
  • p45, p46 e p47 ou Papiros Chester Beaty (250 d.C.) - contendo quase todo o Novo Testamento (o p45 contém os Evangelhos e o Livro de Atos dos Apóstolos; o p46, a maior parte das cartas de Paulo; e o p47, parte do Apocalipse);
  • p66, p72 e p75 ou Papiros de Bodmer (175 - 225 d.C.) - igualmente importantes, incluindo-se entre eles Unciais cuidadosamente impressos e com muita clareza (o p66 contém parte do Evangelho de João e data do ano 200; o fragmento p72 contém cópias de Judas e de I e II Pedro; e o p75 contém a mais antiga cópia do Evangelho de Lucas (175 a.C.).

    Os Unciais - manuscritos em caracteres maiúsculos, escritos em velino e pergaminho. Constituem os escritos mais importantes do Novo Testamento, dos séculos III a V. Existem cerca de 297 Unciais, entre eles:

  • Códice Vaticano - é o mais antigo dos Unciais (325 - 350 d.C.) e foi desconhecido dos estudiosos bíblicos até 1475, quando foi catalogado na biblioteca do Vaticano; contém a maior parte do Antigo Testamento (versão dos LXX) com os apócrifos e o Novo Testamento em grego;
  • Códice Sinaítico (Álefe) - data do século IV e possui poucas omissões;
  • Códice Efraimita - originou-se em Alexandria, no Egito, em cerca de 345 d.C.;
  • Códice Alexandrino - data do século V;
  • Códice Beza ou Cambridge - cerca de 500 d.C.; é o manuscrito bilíngüe mais antigo do Novo Testamento. Foi escrito em grego e latim;
  • Os Minúsculos - documentos escritos em caracteres minúsculos que datam dos séculos IX ao XV, somando mais de 4000 documentos, entre manuscritos e lecionários (Livros muito utilizados nos cultos da Igreja, que continham textos selecionados da Bíblia para leitura, incluindo o Novo Testamento).

    Comprovando a veracidade do Novo Testamento

    Os manuscritos originais (autógrafos) não existem mais, e foram reconstituídos a partir de cópias produzidas pelos primeiros pais da Igreja primitiva, ainda sem denominação. Também foram utilizados nesta reconstituição os Livros apócrifos, documentos não bíblicos e comentários documentais dos mesmos pais da Igreja que produziram as cópias. Os originais desapareceram principalmente devido à fragilidade do material utilizado para escrever os Livros, e pela ilegalidade do movimento, em seu início, o que implicava em perseguição à Igreja.

    A veracidade dos escritos, no entanto, pode ser comprovada historicamente pelos motivos abaixo:

  • Os Escritos de Marcos datam de 50 a 70 d.C.;
  • Vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito, datando do século II, apenas uma geração após os autógrafos;
  • Os escritos foram redigidos num momento muito próximo aos acontecimentos que os geraram;
  • Existem cerca de 5400 escritos do Novo Testamento;
  • O estilo dos escritos confere com aqueles utilizados no século I (grego coiné)
  • Inscrições e gravações em paredes, pilares, moedas e outros lugares são testemunhos do Novo Testamento;
  • Lecionários, que eram Livros muito utilizados nos cultos da Igreja, continham textos selecionados da Bíblia para leitura, incluindo o Novo Testamento (Séc. IV - VI);
  • Os Livros apócrifos, apesar de não canônicos, apresentam dependência literária dos textos canônicos, chegando a imitá-los no conteúdo e forma literária, e citam vários Livros que compõem o Novo Testamento;
  • Os primeiros pais da Igreja comentam e fazem citações de praticamente todo o Novo Testamento.

    Vale lembrar que os Evangelhos, que inauguram o Novo Testamento e contém os ensinamentos de Jesus, o Cristo, foram escritos por testemunhas oculares, à exceção do Evangelho de Lucas.

    Traduções da Bíblia para o português

    O pioneiro na tradução da Bíblia para o português foi D. Diniz (1279 - 1325). Conhecedor de latim clássico e leitor da Vulgata Latina, traduziu até o capítulo 20 do Livro de Gênesis, abrindo caminho para seu sucessor, D. João I (1385 - 1433). Este atribuiu a tradução a padres letrados e o trabalho prosseguiu com seu sucessor, D. João II.

    João Ferreira de Almeida

    Nasceu em 1628, próximo a Lisboa. Convertido ao protestantismo, iniciou a tradução da Bíblia aos dezessete anos, mas perdeu seu primeiro manuscrito e reiniciou seu trabalho em 1648. Conhecia hebraico e grego, e utilizou-se de vários manuscritos dessas línguas para compor sua tradução. Em 1676, foi concluída a tradução do Novo Testamento, que só viria a ser publicada em 1681, na Holanda, por problemas de revisão. Quando de sua morte, em 1641, já havia traduzido o Antigo Testamento até o Livro do profeta Ezequiel.

    Seu trabalho foi continuado pelo pastor Jacobus op den Akker, de Batávia, em 1748. Cinco anos depois, em 1753, foi impressa a primeira Bíblia em português.

    António Pereira de Figueiredo

    Nascido em Portugal em 1725, iniciou a tradução da Bíblia que foi editada em 1819. Baseou sua tradução na Vulgata de Jerônimo, por não dominar outros idiomas, e incluiu nesse trabalho os apócrifos. Essa Bíblia foi muito utilizada em países de língua portuguesa.

    Matos Soares

    Publicou uma tradução em 1930, baseada na Vulgata Latina, e incluiu os apócrifos. Sua tradução contou também com comentários a favor dos dogmas da Igreja Católica. Por isso, recebeu o apoio papal sendo a sua tradução a mais popular da Igreja Católica.

    Alguns termos importantes e seus significados

  • Antilegomena = Escritos bíblicos que em certo momento foram questionados;
  • Apócrifos = Livros supostamente do Antigo Testamento, mas que não possuem embasamento para comprovar a autenticidade quanto a seu caráter profético;
  • Cânon = Do grego "kánon", e do hebraico "kaneh", regra; lista autêntica dos Livros considerados como inspirados;
  • Epístolas = Cartas
  • Evangelho = Caminho;
  • Homologomena = Livros bíblicos aceitos por todos e que em momento algum foram questionados;
  • Paráfrase = Tradução livre ou solta, onde o objetivo é traduzir a idéia e não as palavras;
  • Pseudoepígrafos = Falsos escritos. Livros não bíblicos, cujos escritos se desenvolvem sobre uma base verdadeira, seguindo caminhos fantasiosos;
  • Septuaginta = LXX de Alexandria. Bíblia traduzida para o grego por judeus e gregos de Alexandria, incluindo os Livros apócrifos;
  • Sinópticos = Síntese. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinópticos, pois sintetizam a vida de Jesus;
  • Testamento = Aliança, Pacto, Acordo;
  • Tradução = Transliteração de uma língua para outra;
  • Variantes = Diferenças encontradas nas diferentes cópias de um mesmo texto, mediante comparação. Elas atestam o grau de pureza de um escrito;
  • Versão = Tradução da língua original para outra língua.

    Leia a Bíblia

    Você precisa ler freqüentemente o Livro dos Livros, a Bíblia. Temos muitas provas do eterno poder da Palavra de Deus.

    1) - As vidas transformadas pela leitura e prática de suas palavras.

    2) - A fidelidade dos seus inspirados escritores, muitos dos quais morreram pela fé.

    3) - A coerência do conteúdo, apesar de escrito por dezenas de servos de Deus, e num período de vários séculos.

    4) - O cumprimento minucioso das profecias.

    5) - O testemunho de Jesus, confirmando as palavras do velho testamento.

    6) - As recentes descobertas arqueológicas.

    7) - O testemunho que ela dá a respeito de si mesma: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." (2Timóteo 3:16,17)

    Vantagens da leitura Bíblica

    1) - Ela nos fortalece. "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós." (Salmo 119:28)

    2) - Ela nos purifica. "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado." (João 15:3) "De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? observando-o segundo a tua palavra." (Salmo 119:9)

    3) - Ela nos ajuda a receber respostas de oração. "Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito." (João 15:17)

    4) - Ela traz gozo ao nosso coração. "Tenho-vos dito estas cousas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo." (João 15:11)

    5) - Ela nos alimenta espiritualmente."Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para a salvação." (1 Pedro 2:2)

    6) - Ela nos traz sabedoria. "Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos...compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos." (Salmo 119:98,99.)

    7) - Ela orienta nossa vida e nossas decisões. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos." (Salmo 119:105)

    8) - Ela garante nosso sucesso. "Não cesses de falar deste Livro da lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido." (Josué 1:8)

    Como ler a Bíblia

    1) - Leia na expectativa de que Deus lhe fale ao coração. Ore pedindo que Deus o ajude a entender o que lê. O salmista Davi orou assim: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei." (Salmo 119:18)

    2) - Leia fazendo perguntas. O que Deus quer de mim neste trecho? O que é que esta passagem revela sobre Deus, sobre Jesus, sobre mim e sobre a vontade de dele? Há aqui alguma ordem para eu obedecer? Alguma promessa da qual deva me apropriar? Como as verdades deste texto podem ser aplicadas à minha vida?

    3) - Leia várias vezes. Para entender bem uma passagem, nada melhor que a repetição. A Bíblia é um Livro que deve ser consultado com freqüência.

    4) - Leia meditando. É melhor uma pequena passagem lida, entendida e aplicada, do que as muitas verdades de um texto longo, vistas superficialmente. (Salmo 1)

    5) - Leia com disposição de praticar a palavra. "Tornai-vos, pois praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." (Tiago 1:22)

    6) - Memorize versículos e referências. "Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma." (Deuteronômio 11:18)

    Onde Ler

    A Bíblia é composta de duas partes: o Antigo Testamento, que foi escrito antes da vinda de Jesus Cristo e contém 39 Livros, e o Novo Testamento, que foi escrito depois da vinda de Jesus Cristo e contém 27 Livros. Os Livros são divididos em capítulos, e estes em versículos numerados.

    Você deve começar com os Livros do Novo Testamento. Leia o Livro de 1João e, em seguida, os evangelhos de João e Marcos. Leia os Salmos, porque serão de grande utilidade na sua vida devocional. Leia um capítulo de Provérbios por dia. Depois, Atos dos Apóstolos, Efésios, Filipenses e os demais Livros da Bíblia.

    Para localizar estes Livros,consulte o índice que se encontra em uma das primeiras páginas. O importante é ser persistente e sistemático. Anote suas descobertas e não tenha receio de sublinhar passagens preciosas. Escreva na margem das páginas. Uma Bíblia marcada é uma Bíblia bem aproveitada.

    LEITURAS SELECIONADAS

    Quando você;...

    * Estiver enfermo ou em sofrimento: Tiago 5:13-18 ; João 11:1-45 ; Salmos 6 e 41.

    * Fracassar nos negócios: Salmo 37 ; Mateus 6:24-34.

    * Desejar paz interior: João 14 ; Salmo 23 e 91.

    * Sofrer ingratidão: 1 Coríntios 13 ; Isaías 49:14,15.

    * Sentir-se provado: Tiago 1:2-15.

    Se você;...

    * Tiver pecado: Salmo 51; Isaías 53 ; 1João 1:9.

    * Necessitar de Perdão: Lucas 15 ; Mateus 6:14,15.

    * Desejar paz e alegria no lar: Efésios 5:22,23 ; 1Pedro 3:1-12.

    * Quiser aprender a orar: Mateus 6:5-18 ; Salmos 23 e 51.

    * Quiser viver em paz com o próximo: Mateus 5:23-26 ; Mateus 7:12; Romanos 12:9-21.

    * Quiser certeza da salvação: João 3:16, 18 e 36 ; 1João ( a carta inteira).

    A grande finalidade da leitura Bíblica e da oração é manter uma comunhão íntima com Deus. Através dela recebemos do Senhor o alimento indispensável ao dia-a-dia de nossa vida espiritual.

    Como as Escrituras chegaram até nós

    A história de como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos, é longa e fascinante. Ela começa com os manuscritos originais, ou "autógrafos", como são às vezes chamados. Esses textos originais foram escritos por homens da antigüidade movidos pelo Espírito Santo (2Tm 3:16; 2Pe 1:20,21).

    Durante anos, os céticos declaram que Moisés não poderia ter escrito a primeira parte da Bíblia porque a escrita era desconhecida na época (1500 A.C). A ciência da arqueologia provou desde então que a escrita já era conhecida milhares de anos antes dos dias de Moisés. Os sumérios já escreviam cerca de 4000 A.C., e os egípcios e babilônios quase nessa mesma época.

    - Materiais antigos de escrita

    1) - PEDRA

    Muitas inscrições famosas encontradas no Egito e Babilônia foram escritas em pedra. Deus deu a Moisés os Dez Mandamento escritos em tábuas de pedra ( Êx 31:18, 34:1,28). Dois outros exemplos são a Pedra Moabita ( 850 A.C ) e a Inscrição de Siloé, encontrada no túnel de Ezequias, junto ao tanque de Siloé (700 A.C).

    2) - ARGILA

    O material de escrita predominante na Assíria e Balônia era a argila, preparada em pequenos tabletes e impressa com símbolos em forma de cunha chamados de escrita cuneiforme, e depois assada em um forno ou seca ao sol. Milhares desse tabletes foram encontrados pelas pás dos arqueólogos.

    3) - MADEIRA

    Tábuas de madeira foram bastante usadas pelos antigos para escrever. Durante muitos séculos a madeira foi a superfície comum para escrever entre os gregos. Alguns acreditam que este tipo de material de escrita é mencionado em Isaías 30:8 e Habacuque 2:2.

    4) - COURO

    Talmude judeu exigia especificamente que as Escrituras fossem copiadas sobre peles de animais, sobre couro. É praticamente certo, então, que o Antigo Testamento foi escrito em couro. Eram feitos rolos, costurando juntas as peles que mediam de alguns metros a 30 perpendiculares ao rolo. Os rolos, entre 26 e 70cm de altura, eram enrolados em um ou dois pedaços de pau.

    5) - PAPIRO

    É quase certo que o Novo Testamento foi escrito sobre papiro, por ser este o material de escrita mais importante na época. O papiro é feito cortando-se em tiras seções delgadas de cana de papiro, empapando-as em vários banhos de água, e depois sobrepondo-as umas às outras para formar folhas. Uma camada de tiras era colocada por sobre a primeira, e depois as punham numa prensa, a fim de aderirem uma às outras. As folhas tinham de 15 a 38 cm de altura e 8 a 23 cm de largura. Rolos de qualquer comprimento eram preparados colocando juntas as folhas . Geralmente mediam cerca de 10m de comprimento.

    6) - VELINO OU PERGAMINHO

    Velino começou a predominar mediante os esforços do rei Eumenes ll, de pérgamo (197-158 A.C). Ele procurou formar sua biblioteca, mas o rei do Egito cortou o seu suprimento de papiro, sendo-lhe então necessário obter um novo processo para o tratamento de peles. O resultado é conhecido como velino ou pergaminho. Embora os termos sejam usados intercambiavelmente, o velino era preparado originalmente com a pele de bezerros e antílopes, enquanto o pergaminho era de pele de ovelhas e cabras. Obtinha-se assim um couro de excelente qualidade, preparado especial e cuidadosamente para receber escrita de ambos os lados. Este tipo de material foi utilizado centenas de anos antes de Cristo e, por volta do século IV A.D., ele suplantou o papiro. Quase todos os manuscritos conhecidos são em velino.

    Idiomas usados

    1) - HEBRAICO

    Quase todos os 39 Livros do Antigo Testamento foram escritos em hebraico. As letras tipo bloco eram escritas em maiúsculas, sem vogais, sem espaços entre palavras, frases ou parágrafos, e sem pontuação. Os pontos das vogais foram acrescentados mais tarde (entre 500 e 600 A.D.) pelos eruditos massoretas. O hebraico é conhecido como um dos idiomas semíticos.

    2) - ARAMAICO

    Um idioma aparentado com o hebraico, o aramaico tornou-se a língua comum na Palestina depois do cativeiro babilônico (c.500 A.C.) Algumas partes do antigo Testamento foram escritas nesse idioma: uma palavra designando nome de lugar em Gênesis 31:47; um versículo em Jeremias 10:11; cerca de seis capítulos no Livro de Daniel (2:4b - 7:28); e vários capítulos em Esdras (4:8-6:18; 7:12-26).

    Aramaico continuou sendo o vernáculo da Palestina durante vários séculos. Temos assim algumas palavras aramaicas preservadas para nós no Novo Testamento: Talitha Cumi ( "Menina, levanta-te"), em Marcos 5:41; Ephphatha ( "Abre-te"), em Marcos 7:34; Eli, Eli lama sabachthani ( "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?), em Mateus 27:46. Jesus se dirigia habitualmente a Deus como Abba (aramaico "Pai"). Note a influência disto em Romanos 8:15 e Gálatas 4:6. Outra frase comum dos primeiros cristãos era Maranatha ("Vem, nosso Senhor"), em 1Coríntios 16:22.

    3) - GREGO

    Apesar de Jesus falar aramaico, o Novo Testamento foi escrito em grego - grego Koinê. A mão de Deus pode ser vista nisto, porque o grego era o idioma internacional do século I, tornando assim possível a divulgação do evangelho através de todo o mundo então conhecido.

    Para que serve a Bíblia ?

    Platão, o célebre filósofo grego, disse certa vez que há três fontes válidas de conhecimento.

  • Os cinco sentidos – tato, paladar, olfato, audição e visão – que o homem compartilha com o reino animal.
  • Razão – que distingue o homem dos animais inferiores.
  • À terceira fonte Platão deu o nome de "Divina Loucura"- referindo-se assim ao mundo espiritual da comunicação sobrenatural.

    Mais tarde, o discípulo de Platão, Aristóteles, eliminou a terceira fonte – aquela faculdade totalmente intuitiva pela qual o homem recebe ou obtém percepção divina. Aristóteles afirmou que o conhecimento vem apenas pelo uso dos cinco sentidos e da razão.

    O nosso mundo ocidental foi profundamente afetado pelo ensino de Aristóteles. Em culturas orientais e em culturas primitivas, todavia, a referência ao mundo dos espíritos – o mundo de sonhos, visões e comunicação sobrenatural – é comum em todos os níveis sociais.

    Embora Aristóteles certamente viesse a rejeitar a Bíblia como fonte de conhecimento (se a tivesse conhecido), Jesus jamais hesitou em aceita-lá como (e afirmar que era) a maneira principal pela qual Deus Se revela à humanidade.

    Agora, dois mil anos depois, mais e mais pessoas estão percebendo que Jesus tinha razão. Voltaire, o famoso pensador francês, ateu declarado (seguidor de Aristóteles), morreu em 1778. Antes de morrer, Voltaire afirmou que a Bíblia e a fé cristã não seriam mais aceitas daí a cem anos. No centésimo aniversário dessa afirmação, a Sociedade Bíblica de Genebra comprou a editora e a casa que haviam pertencido a Voltaire e ali mesmo começou a imprimir Bíblias.

    Duzentos e seis anos depois de Voltaire, o presidente dos Estados Unidos viria a declarar o ano de 1983 "O ano da Bíblia". O que levaria o presidente da nação mais poderosa da terra a proclamar a Bíblia como a principal fonte humana de conhecimento?

    Milhões de pessoas estão buscando uma fonte fidedigna de autoridade. Descobriram que não podem confiar em tratados entre nações nem nas declarações dos cientistas; mesmo grandes líderes religiosos com triste freqüência estão errados. A Bíblia - a Palavra de Deus – é a única autoridade definitiva que possuímos. Provada através dos séculos, a Bíblia derrama luz sobre a natureza humana, sobre os problemas da humanidade e o sofrimento que aflige o homem. Além disso, ela revela claramente o caminho para Deus.

    A Bíblia é Deus revelando-Se à humanidade.

    Billy Graham está certo quando afirma, com respeito à Bíblia:

    "A Bíblia é um Livro antigo, e no entanto é sempre nova. É o Livro mais moderno do mundo. Há, em geral, uma idéia errada de que um Livro tão antigo quanto a Bíblia não pode falar às necessidades do homem moderno. Por alguma razão os homens pensam que numa era de realizações científicas, quando o conhecimento obtido nos últimos 25 anos foi maior do que o obtido em todos os séculos passados da história humana, este Livro antigo está ultrapassado. Para todos, porém, que a lêem e amam, a Bíblia é extremamente relevante para nossa geração."

    "É nas Escrituras Sagradas que encontramos respostas para as perguntas fundamentais da vida: De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde vou? Qual é o propósito da minha existência?"

    A palavra "Bíblia" vem da palavra grega "Biblos", que significa "Livro". A Bíblia, porém, é mais do que um Livro – ou uma coleção de Livros. É a revelação escrita que Deus nos deixou de Sua vontade para o homem e o universo. Por trás e por debaixo, acima e além desse Livro, está o Deus desse Livro, pois a Bíblia inteira fala sobre Deus – especialmente sobre o Filho de Deus, Jesus Cristo.

    Mais que um Livro

    A Bíblia contém 66 Livros, escritos por cerca de 40 autores, num período de composição de mais ou menos 1600 anos. Seus autores vieram dos mais variados níveis sociais e culturais, incluindo reis, camponeses, profetas, poetas, pescadores, estadistas, eruditos, um homem de negócios, um médico e um missionário. É dividida em duas partes principais, sendo o divisor o nascimento de Jesus Cristo.

    A primeira parte é chamada o Velho Testamento. Esta parte foi escrita quase que totalmente em hebraico (com a exceção de umas poucas passagens em aramaico) e foi completada cerca de 400 anos antes do nascimento de Cristo. A Segunda parte, chamada Novo Testamento, foi escrita na língua grega. As Bíblias de que dispomos em nossa língua foram, em sua maioria, traduzidas diretamente das línguas originais.

    A palavra "testamento" significa, no original, "aliança", ou "pacto". O Velho Testamento é o registro das alianças feitas por Deus com o homem – e aponta para a vinda do Messias, o Filho de Deus, Jesus. O Novo Testamento é o registro do cumprimento das alianças na pessoa de Jesus.

    De Quem a Bíblia trata ?

    Na linguagem de sinais utilizada pelos surdos-mudos, o sinal para Jesus é apontar para as palmas das duas mãos com o dedo indicador da mão oposta. O gesto simboliza as marcas dos cravos nas mãos de Jesus.

    O sinal para Bíblia é apontar com um indicador de cada vez para as palmas das mãos e depois abrir as palmas das mãos com se elas formassem as capas de um Livro. Em outras palavras, a Bíblia é um Livro sobre Jesus Cristo.

    Em Macau, colônia portuguesa em Hong Kong, numa colina que domina o porto, os portugueses construíram, há quase cinco séculos, uma imponente catedral. Alguns séculos depois, um tufão se fez mais forte que o trabalho humano e o enorme edifício de pedras ruiu. A parede frontal da antiga catedral, todavia, resistiu e ainda hoje permanece de pé, com seus largos degraus que conduzem à rua calçada de paralelepípedos que circunda o porto. No alto daquela parede, desafiando os elementos ao longo dos séculos, há uma grande cruz de bronze.

    Em 1825, um navegante inglês, Sir John Bowering, conduziu seu navio ao porto de Hong Kong e teve um vislumbre daquela grande cruz, a erguer-se, majestosa, acima das ruínas da catedral. Sir John ficou profundamente emocionado. Voltando à sua cabina no navio, tomou a pena e escreveu as seguintes palavras em seu diário:

    "Na cruz de Cristo eis minha glória,

    vencedora do tempo e da ruína;

    Toda a luz da sagrada história

    Nela se vê, santa e divina."

    A mensagem central da Bíblia é a cruz e Jesus Cristo. Cada Livro da Bíblia, ou aponta para o futuro, indicando a vinda de Jesus, ou aponta em retrospecto para a Sua obra redentora no Calvário.

    Há uma história maravilhosa no Evangelho de S. Lucas sobre um incidente que aconteceu quarenta dias depois do nascimento de Jesus. A mãe de Jesus, Maria, e José haviam levado o nenenzinho ao templo para oferecerem os sacrifícios de purificação e consagração exigidos pela lei Mosaica. Quando entraram no templo, foram vistos por um velho rabi, um homem muito piedoso, chamado Simeão, que passara toda a sua vida estudando os Livros Sagrados dos judeus, o Velho Testamento. Lendo esses Livros (que eram a sua Bíblia) ele se convencera de que a mensagem central do Velho Testamento era a vinda do Messias – o Filho de Deus. Na verdade, o Espírito Santo lhe garantira que ele não morreria antes de ver o Salvador com seus próprios olhos.

    Naquele dia, quando José e Maria entraram no átrio do templo carregando seu pequenino bebê, um fogo se ascendeu no coração do velho Simeão. Ele caminhou ofegante, com lágrimas nos olhos, até o casal e pediu a Maria para segurar, por alguns instantes, o menino. Tomando a pequena criança em seus braços, ele contemplou o rosto de Jesus. Então, elevando os olhos ao céu, orou:

    "Agora, Senhor, despedes em paz o Teu servo, segundo a Tua Palavra; porque os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual preparastes diante de todos os povos: luz para revelação ao gentios, e para glória do Teu povo de Israel:"( S. Lucas 2:29-32).

    Aí, Simeão disse algo muito significativo. "Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel, e para ser salvo de contradição... para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Então, fixando seu olhar nos doces olhos da jovem mãe, o velho Simeão falou: "Uma espada traspassará a tua própria alma".

    Simeão estava-se referindo às profecias messiânicas que lera por longos anos no Velho Testamento – as profecias que anunciavam a vinda dos Filho de Deus. Referia-se, em particular a uma profecia em Gênesis, em que Deus dissera à serpente, satanás, ainda no jardim do Éden: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar". (Gênesis 3:15). Fez também referência a uma profecia de Isaías, proferida cerca de 700 anos antes do nascimento de Cristo: "...também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.". (Isaías 49:6).

    O Sonho de Deus

    Desde o começo, Deus tinha um sonho. Seu sonho era restaurar o homem à plena comunhão com Ele, o seu Criador. Jesus foi a resposta a esse sonho. Todos os homens piedosos que, ao longo dos séculos, escreveram a Bíblia, registraram vislumbres desse sonho, incluindo-os em seus escritos. Por isso, em toda a Bíblia – desde a Criação até o nascimento de Jesus – podemos ver os autores Bíblicos se referindo a esse sonho messiânico. Jesus, então, é o tema central da Bíblia.

    Abraão viu Seu reflexo em Melquizedeque, Rei de Salém, ou Rei da Paz.

    Jacó O chamou de Siló, o Enviado.

    Para Moisés Ele foi o Cordeiro da Páscoa, Aquele que seria levantado.

    Para Josué Ele foi o Capitão da nossa salvação.

    Rute O viu como o Parente Resgatador.

    Samuel O retratou como nosso Rei.

    Davi O chamou de Leão de Judá e Bom pastor.

    Para Salomão Ele é o Amado.

    Esdras e Neemias O viram como o Restaurador.

    Para Ester Ele é nosso Advogado.

    Jó disse que Ele era o seu Redentor.

    Isaías O descreveu como o Servo Sofredor.

    Jeremias O viu como O Grande Oleiro.

    Ezequiel O chamou de Filho do homem.

    Daniel O chamou de Príncipe e Pedra.

    Oséias O comparou a um Marido restaurando Sua esposa caída.

    Para Joel Ele era o Restaurador.

    Amós O viu como o Lavrador Celestial

    Para Obadias Ele era o Salvador.

    Jonas O retratou como a Ressurreição e a Vida.

    Miquéias O chamou de Testemunha.

    Para Naum Ele era Fortaleza no dia da angústia.

    Habacuque O chamou de Deus da Minha Salvação.

    Para Sofonias Ele era o Senhor Zeloso.

    Ageu disse que Ele era o Desejado das Nações.

    Zacarias O denominou Renovo de Justiça.

    Malaquias O chamou de Sol da justiça.

    João Batista, Por fim, proclamou: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".

    À medida que lemos o Velho Testamento, pira no horizonte da história uma Pessoa através da qual Deus irá estabelecer o Seu reino sobre a terra: Jesus Cristo. Miquéias anunciou que Ele nasceria em Belém. Isaías disse que Ele nasceria de uma virgem e seria chamado Emanuel. Davi e Isaías predisseram a Sua morte, e Jó e Davi profetizaram a Sua ressurreição. Outros anunciaram que Ele seria precedido por um profeta de estranhos hábitos, como Elias; predisseram que Ele faria milagres, falaria em parábolas, seria rejeitado pelos líderes, seria um pastor ferido, um varão de dores, que entraria em Jerusalém montado num jumentinho, seria traído por um amigo por 30 moedas de prata e seria levado como uma ovelha para o matadouro. Profetizaram que Ele seria morto em companhia de criminosos, que Sua mãos e Seus pés seriam perfurados mas nenhum de Seus ossos seria quebrado, que sobre as Suas vestes se lançariam sortes, que ficaria no túmulo de um rico por três dias, ressuscitaria dos mortos e subiria aos céus à destra de Deus.

    Davi, Isaías, Jeremias e Daniel anunciaram com séculos de antecedência que o Messias ofereceria ao Seu povo uma nova aliança. Predisseram que Ele enviaria o Espírito Santo, que o Seu reino incluiria os gentios e que seria universal e eterno.

    Tudo isso foi escrito centenas de anos antes do nascimento de Cristo. E quando Ele nasceu, os anjos apareceram aos pastores nas colinas de Belém, anunciando suas novas de grande alegria.

    O Milagre da Composição

    Vamos supor que um homem de cada nação da terra recebesse a missão de esculpir, ao longo de sua vida, um pequenino pedaço de mármore. Um dia, todos esses homens, dos quais nenhum sabia que os demais estavam também esculpindo um pedaço de mármore, iriam se reunir numa pequena vila nas colinas ao sul de Jerusalém – cada qual com seu pequeno pedaço de mármore. O homem que esculpira o que parecia ser o dedão do pé esquerdo colocaria então seu pequeno pedaço de mármore no chão. Em seguida, o que esculpira um pé esquerdo sem dedos ou calcanhar, viria e ajuntaria ao dedão o seu pedaço de mármore – e os dois pedaços se ajustariam perfeitamente. Os demais dedos seriam adicionados, cada um do tamanho e do formato certo. Então viria o escultor do calcanhar, e assim por diante, tornozelos, canelas, joelhos, coxas – cada pedaço se ajustando tão perfeitamente ao anterior que nem as emendas aparecessem – até que toda a estátua estivesse montada, perfeita nos mínimos detalhes.

    Como se poderia explicar tal estátua a não ser que houvesse alguém com um projeto, que antecipadamente tivesse dado a cada homem instruções exatas sobre o pedaço de mármore que iria esculpir?

    Não é à toa que os anjos cantaram "Boas Novas de grande alegria!".

    Por/ IBM


  • BIBLIOLOGIA - Doutrina das Escrituras

    I. INTRODUÇÃO

    A) Terminologia:

    Bíblia -
    Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
    Escrituras - Termo usado no Novo Testamento (N.T.) para, os livros sagrados do A.T., que eram considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm 3.2). Também é usado no N.T. com referência a outras porções do N.T. (2Pe 3.16)
    Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita (Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)

    B) Atitudes em Relação à Bíblia:

    Racionalismo
    -
    a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural.
    b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina, mas essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
    Romanismo -
    A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade única ou final.
    Misticismo -
    A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
    Neo-ortodoxia -
    A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra, Cristo.
    Seitas -
    A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
    Ortodoxia -
    A Bíblia é a nossa única base de autoridade.

    C) As Maravilhas da Bíblia:

    1) Sua formação:
    levou cerca de 1500 anos.
    2) Sua Unidade:
    Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro.
    3) Sua Preservação.
    4) Seu Assunto.
    5) Sua Influência.

    II. REVELAÇÃO

    A) Definição:


    “Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”

    B) Meios de Revelação:

    1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
    2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
    3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
    4) Através de Milagres (Jo 2.11)
    5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
    6) Através de Cristo (Jo 1.14)
    7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)

    III. INSPIRAÇÃO

    A) Definição
    :

    Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).

    B) Teorias sobre a Inspiração:

    1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento.
    2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje.
    3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez mandamentos).
    4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos espirituais)
    5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
    6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
    7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
    8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.
    9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.

    C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:

    1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
    2) Ela se estende às próprias palavras.
    3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.
    4) Inclui a inerrância.

    D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:

    1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
    2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo Espírito Santo.
    3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
    4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
    5) O uso que Jesus fez do Antigo Testamento (A.T.) (Mt 5.17; Jo 10.35).
    6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
    7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)

    E) Provas de Inerrância:

    1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
    2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
    3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl 3.16, “descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).

    IV. CANONICIDADE.

    A) Considerações fundamentais:


    1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
    2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.

    B) Cânon do Antigo Testamento (A.T.):

    1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).
    2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
    3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do A.T.

    C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do Novo Testamento (N.T.):

    1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
    2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
    3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
    4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?

    D) A Formação do Cânon do Novo Testamento (N.T.):

    1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts 5.27; Cl 4.16).
    2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
    3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.

    V. ILUMINAÇÃO

    A) Em Relação aos Não-Salvos:


    1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
    2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)

    B) Em Relação ao Crente:

    1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
    2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)

    VI. INTERPRETAÇÃO

    A) Princípios de Interpretação:

    1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
    2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
    3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com Escritura.

    B) Divisões Gerais da Bíblia:

    1) Antigo Testamento (A.T.):

    A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
    B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
    C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.

    2) Novo Testamento (N.T.):

    A- Evangelhos: Mateus a João.
    B- História da Igreja: Atos.
    C- Epístolas: de Romanos a Judas.
    D- Profecia: Apocalipse.

    C) Alianças Bíblicas:

    Noética (Gn 8.20-22)
    Abraâmica (Gn 12.1-3)
    Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
    Palestiniana (Dt 30)
    Davídica (2Sm 7.5-17)
    Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)


    Transcrito da “A Bíblia Anotada” Pg 1624,1625
    .

    BIBLIOLOGIA - A DOUTRINA DAS ESCRITURAS

    01 - QUANTOS LIVROS A BÍBLIA TEM?

    A Bíblia é composta por 66 livros, sendo 39 no Velho Testamento e 27 no Novo Testamento. O Velho Testamento atem-se à história do povo Judeu com suas leis e livros poéticos e proféticos. O Novo Testamento conta a história de Jesus Cristo, seus ensinamentos e instruções para os que iriam segui-lo, tem ainda a história da Igreja registrada no livro de Atos dos Apóstolos e as epístolas (cartas) destes mesmos apóstolos à essas igrejas instruindo-as em como proceder no caminhar cristão finalizando com o livro de Apocalipse (Revelação) onde o apóstolo João mostra os fatos futuros da humanidade.

    02 - É A BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS?
    Conforme o apóstolo Paulo nos mostra em II Timóteo. 3.16.; "Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça." A Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo. Estes homens procuraram mostrar o que Deus desejou que nós soubéssemos em sua Palavra.

    3- QUEM ERAM OS FARISEUS?
    Eram os partidários da mais importante escola judaica, de caráter religioso. Cento e cinqüenta anos antes do nascimento de Jesus já existiam os fariseus. Diferenciavam-se dos demais judeus pelo rigoroso apego ao cumprimento dos rituais, no exercício de uma religiosidade apenas exterior. Criam que esmolas, jejuns e confissões - além de outras práticas - eram suficientes para obterem o perdão dos seus pecados. Foram severamente repreendidos por Jesus, que os chamou de "hipócritas", "insensatos", "condutores de cegos", "sepulcros caiados", "serpentes", e "raça de víboras". (Mateus 23.1-39). Nos dias atuais vemos muitos fariseus por aí, colocando a tradição acima da Palavra de Deus.

    4- QUEM ERAM OS SADUCEUS?
    Quase da mesma época dos fariseus, os saduceus eram membros de um partido religioso ou seita judaica, recrutados entre as famílias sacerdotais. Negavam a ressurreição e a existência de anjos e espíritos. Foram censurados publicamente por João Batista e por Jesus: "Cuidado, acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus" (Mateus 3.7; 16.6). Fariseus e saduceus nutriam grande ódio a Jesus e estavam sempre tramando algo para incriminá-lo e levá-lo à morte (Lucas 19.47).

    5- QUEM ERAM OS JUDEUS?
    Judeu era chamado, primitivamente, um membro do reino de Judá ou originário da tribo de Judá. Após o cativeiro, todos os israelitas, residentes ou não na Palestina, eram conhecidos como judeus. Com a queda da cidade de Jerusalém, os judeus perderam a nacionalidade - ficaram sem pátria - e passaram a viver como peregrinos e estrangeiros em outras nações. Conservaram, todavia, por todos os séculos, sua língua nacional (hebraico) e a sua religião ainda é o antigo culto de Israel. No dia 10 de maio de 1948 foi fundado o Estado de Israel. Os judeus começaram a retornar à Terra Prometida.

    6- QUAIS SÃO OS DEZ MANDAMENTOS?
    Êxodo 20.3-17

    PRIMEIRO - Não terás outros deuses diante de mim.
    SEGUNDO - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.
    TERCEIRO - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, pois o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
    QUARTO - Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.
    QUINTO - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
    SEXTO - Não matarás.
    SÉTIMO - Não adulterarás.
    OITAVO - Não furtarás.
    NONO - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
    DÉCIMO - Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

    7- AS IMAGENS DO SEGUNDO MANDAMENTO DIZEM RESPEITO AOS ÍDOLOS DA ANTIGUIDADE?
    O Mandamento proíbe fazer ou usar imagens para adoração que sejam representativas de Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, dos anjos ou dos espíritos que estão na glória (os santos mortos). O Mandamento proíbe fazer escultura com "alguma semelhança do que está nos céus". Logo, o Mandamento não se restringe aos deuses egípcios ou a outros. Jesus e os santos bíblicos estão incluídos nessa proibição, quer suas imagens sejam esculpidas em pedra, bronze, madeira, ouro, prata ou em qualquer material. Assim diz a Palavra.

    8- COMO ENTENDER A PROIBIÇÃO DE NÃO "SE ENCURVAR NEM SERVIR" ÀS IMAGENS? NÃO SERVIR DE QUAL MANEIRA?
    O entendimento é que as imagens não devem ser objetos de nenhuma adoração, veneração ou reverência. A proibição de encurvar-se compreende: ajoelhar-se, inclinar o corpo ou a cabeça; tocar as imagens numa demonstração de devoção e respeito; beijá-las, coroá-las, levá-las em procissão em atitude de contemplação. A proibição de não servir as imagens compreende: não servi-las com lágrimas, com flores, com festas, cânticos, vigílias, rezas, sacrifícios, velas, ofertas em dinheiro ou em alimentos. Outras passagens bíblicas realçam a proibição do Segundo Mandamento:
    • "Eu sou o Senhor. Este é o meu nome. A minha glória a outrem não a darei, nem a minha honra às imagens de escultura" (Isaías 42.8).
    • "Não façam imagem alguma na forma de ídolo, semelhança de homem ou mulher (Deuteronômio 4.15-19).
    • "E terás por contaminados a prata e o ouro que recobre as imagens de escultura. Lançá-las-á fora como coisa imunda" (Isaías 30.22).
    • "Mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" (Romanos 1.23).
    • "Nada sabem os que conduzem em procissão suas imagens de escultura" (Isaías 45.20).
    • "Os que se apegam aos ídolos vãos afastam de si a sua própria misericórdia" (Jonas 2.8).
    • "Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente" (Romanos 1.25). Ver Salmos 115.4-8.
    • "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás" (Mateus 4.10).

    9- O QUE DIZER DA IMAGEM DO CRISTO REDENTOR NO RIO?
    O Segundo Mandamento condena essa imagem ou qualquer outra, seja de trinta centímetros, seja de cinqüenta metros de altura. Nem como atração turística deveria permanecer. O "Cristo Redentor" tem sido objeto de adoração, e seus braços petrificados, sua boca fechada e olhos cegos se enquadram na descrição no livro de Salmos 115.4-8. Se a nação brasileira fosse verdadeiramente cristã estaria na submissão à vontade de Deus e não teria construído esse ídolo de pedra. Deveria ser demolido, segundo a Bíblia Sagrada. A imagem do "Cristo Redentor", como tantas outras, é uma mentira. Ninguém possui retrato de Jesus ou dos santos bíblicos (José, Paulo, Pedro, João, Maria) de modo a esculpir ou pintar suas imagens. Logo, essas esculturas são caricaturas, mentiras. E a mentira não é de Deus; é do diabo. Disse Jesus: "Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44).

    10- QUAIS SÃO OS LIVROS APÓCRIFOS?
    Apócrifos [do grego apókripho: oculto, escondido] no sentido religioso diz respeito aos livros "não genuínos", "espúrios", não reconhecidos como de inspiração divina, quer pela comunidade judaica, quer pela cristã-evangélica. São chamados livros não canônicos. São 14 os apócrifos: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeu, 2 Macabeu, Ester (acréscimo ao livro Ester, 10.4 - 16.24), Cântico dos três Santos Filhos (acréscimo ao livro de Daniel, 3.24-90), História de Suzana (acréscimo ao livro de Daniel, cap.13), Bel e o Dragão (acréscimo ao livro de Daniel, cap. 14). Estes onze apócrifos foram aprovados pela Igreja Romana em 18 de abril de 1546, e passaram a fazer parte da Bíblia editadas pela referida denominação. Os demais são: 3 Esdras, 4 Esdras, e A Oração de Manasses. Os livros apócrifos foram escritos nos 400 anos do Período Interbíblico, isto é, entre Malaquias e Mateus, ou entre o Antigo e o Novo Testamento, época de ausência total da revelação divina. Este é o principal motivo para excluir-lhes a canonicidade, além do fato de não terem sido mencionados em outros livros reconhecidamente divinos.

    11- QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA SIÃO?
    Significa:

    1. A fortaleza que os jebuseus construíram no monte Sião, e que foi tomada por Davi, mais ou menos em 1.000 a.C. Após a vitória, a fortaleza passou a ser chamada Cidade de Davi (2 Samuel 5.6-9).

    2. A cidade de Jerusalém (2 Reis 19.21). Por extensão, Sião significa a terra de Israel (Isaías 34.8) e a cidade de Belém (Lucas 2.11). Figuradamente, Sião é chamado de céu (Hebreus 12.22). Davi se estabeleceu em Sião depois de haver destronado os jebuseus. A capital de Davi, que antes era Hebrom, foi então transferida para Jerusalém.

    3. Sião é descrito por Osvaldo Ronis da seguinte forma: “Monte Sião – É um monte com cerca de 800m de altitude. É o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. Até algumas décadas atrás discutia-se se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que, devido à sua posição privilegiada, se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi, logo que se fez rei de todo o Israel, comandando os homens das tribos de Judá e Benjamim (em cujos termos se achava a cidadela até então não conquistada), tomou, fazendo dela a capital do seu reino (2 Samuel 5.6-10). Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. Mais tarde, tendo Davi levado para Sião a arca, este monte passou a ser considerado monte sagrado. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no Monte Moriá, o nome Sião compreendia também o templo, e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém”.

    4. A palavra “SIÃO” está em muitos textos bíblicos. Exemplo: “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre” (Salmos 125.1-2).
    12- O CRISTÃO DEVE GUARDAR O SÁBADO OU O DOMINGO?
    Milhares de estudos já foram realizados sobre esse tema de certa forma polêmico. As opiniões se dividem: de um lado, os que defendem a sacralidade do sábado, exemplo dos Adventistas do Sétimo Dia; do outro, os demais cristãos, que consideram o domingo como o dia do Senhor, tendo como principal razão a ressurreição de Jesus, nesse dia. Vejamos quais os principais argumentos apresentados pelos dois grupos (sábado, do hebraico shabbath, dia de cessação do trabalho, de descanso). Em primeiro lugar vamos conhecer o que dizem os pró-sabáticos:
    • O sétimo dia foi abençoado e santificado por Deus e marcou o término de toda a Sua obra criadora (Gênesis 2.2-3).

    • O Quarto Mandamento declara que “o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho...pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, mas no sétimo dia descansou” (Êxodo 20.8-11).

    • Jesus não aboliu a Lei Moral, os Dez Mandamentos, escrita por Deus (Êxodo 31.18). A que foi cravada na cruz (Efésios 2.15) foi a lei cerimonial composta de ordenanças e ritualismo, escrita por Moisés num livro (Deuteronômio 31.24-26; 2 Crônicas 35.12; Lucas 2.22-23). Os mandamentos morais são irrevogáveis porque perpétuos. Os mandamentos cerimoniais, para observância de certos ritos, foram ab-rogados (holocaustos, incenso, circuncisão).

    • O fato de estarmos sob a graça não nos desobriga da observância da Lei de Deus. Não é correto dizermos que a graça existiu apenas a partir de Jesus: “... e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1.9). Não existisse a graça no Antigo testamento, teriam sido salvos pelas obras Adão, Noé, Moisés, Abraão, Enoque, Isaías, Daniel e outros?

    • O novo mandamento dado por Jesus (João 13.34) não ocupa o lugar do Decálogo, mas provê os crentes com um exemplo do que é o amor altruísta. Jesus, na qualidade do grande EU SOU, proclamou Ele próprio a Lei Moral do Pai, no Monte Sinai (João 8.58). Ao jovem curioso, Ele disse: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19.17).

    Os que defendem a sacralização do primeiro dia da semana – o domingo – como um dia santo, de descanso, dedicado ao Senhor, apresentam os seguintes argumentos:
    • Com a Sua morte Jesus inaugurou uma Nova Aliança. Durante Sua vida terrena, Ele, judeu nascido sob a lei (Gálatas 4.4), foi circuncidado e apresentado ao Senhor (Lucas 2.21-22) cumpriu a Páscoa (Mateus 26.18-19), e assim por diante. Todavia, a partir da cruz, a lei não mais tem domínio sobre nós.

    • A lei serviu para nos conduzir a Cristo: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festas, ou de lua nova, ou de sábados. Estas coisas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” (Colossenses 2.16-17). “Mas, antes de chegar o tempo da fé, a Lei nos guardou como prisioneiros, até ser revelada a fé que devia vir. Portanto, a lei tomou conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé. Agora chegou o tempo da fé, e não precisamos mais da Lei para tomar conta de nós” (Gálatas 3.23-25, Bíblia Linguagem de Hoje).

    • Diversas passagens bíblicas são citadas pelos defensores da adoração dominical, para reforçar sua tese de que vivemos sob uma Nova Aliança. A antiga Aliança cumpriu sua finalidade. Exemplo: “O mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hebreus 7.18-19). E mais: “Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a Segunda... ela não será segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porque não permaneceram naquela minha aliança, e eu para eles não atentei, diz o Senhor. Dizendo nova aliança, ele tomou antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, perto está de desaparecer” (Hebreus 8.7-13).

    • Prestem atenção no seguinte: “Pois Ele [Cristo Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem...” (Efésios 2.14-15). Os pró-sabáticos vêem aí uma distinção entre as leis cerimoniais de Moisés, e os Dez Mandamentos. Estes não teriam sido revogados. Os anti-sabáticos, regra geral, não fazem diferença, mas consideram que os princípios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo pertinentes aos crentes de hoje, porém em outro contexto. Dizem, ainda, que em diversas ocasiões “mandamentos cerimoniais” eram chamados de lei do Senhor. São exemplos: holocaustos dos sábados e das Festas da Lua Nova (2 Crônicas 31.3-4); Festa dos Tabernáculos (Números 8.13-18); consagração do primogênito (Lucas 2.23-24).

    • Não prevalece o argumento da perpetuidade da guarda do sábado (“Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua” - Êxodo 31.16-17). Outras leis foram classificadas de “perpétuas” e nem por isso se perpetuaram, como exemplo: a páscoa (Êxodo 12.24), a queima de incenso (Êxodo 30.21), o sacerdócio Levítico (Êxodo 40.15), ofertas de paz (Levítico 3.17), sacrifício anual de animais (Levítico 16.29,31,34), e outros.

    • Os anti-sabáticos levantam ainda os seguintes argumentos a seu favor: a) os primeiros cristãos se reuniam e adoravam no domingo (Atos 20.7; 1 Coríntios 16.1-2); b) Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Marcos 16.9); c) as aparições de Jesus pós-ressurreição ocorreram seis vezes no primeira dia da semana (Mateus 28.1-8, Marcos 16.9-11, 16.12-13, Lucas 24.34, Marcos 16.14, João 20.26-31); d) a visão apocalíptica de João se deu no dia do Senhor, assim considerado o primeiro dia da semana (Apocalipse 1.10); o Espírito Santo desceu sobre a Igreja no domingo (Atos 2.1-4).

    • Nove dos Dez Mandamentos foram ratificados no Novo Testamento, mas a guarda do sábado foi excluída. Vejamos: 1) “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3) = “Convertei-vos ao Deus vivo”(Atos 14.15); 2) “Não farás para ti imagem de escultura”(Êxodo 20.4) = “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”(1 João 5.21); 3) “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”(Êxodo 20.7) = “Não jureis nem pelo Céu, nem pela terra”(Tiago 5.12); 4) “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”(Êxodo 20.8) = Sem ratificação no Novo Testamento; 5) “Honra teu pai e a tua mãe”(Êx 20.12) = “Filhos, obedecei vossos pais”(Efésios 6.1); 6) “Não matarás”(Êxodo 20.13) = “Não matarás”(Romanos 13.9); 7) “Não adulterarás”(Êxodo 20.14) = “Não adulterarás”(Romanos 13.9); 8) “Não furtarás”(Êxodo 20.15) = “Não furtarás”(Romanos 13.9); 9) “Não dirás falso testemunho”(Êxodo 20.16) = “Não mintais uns aos outros”(Colossenses 3.9); 10) “Não cobiçarás”(Êxodo 20.17) = “Não cobiçarás”(Romanos 13.9). Diante disso, os anti-sabáticos afirmam que a Nova Aliança não indica um dia especial da semana para o descanso.

    • Há quem divide o Decálogo em duas partes: 1) Leis cerimoniais ou religiosas, as que tratam dos deveres dos homens para com Deus (não ter outros deuses; não fazer imagens, nem adorá-las; não blasfemar, e lembrar do sábado. 2) Leis morais ou sociais, as que tratam da relação dos homens entre si (honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não proferir falso testemunho, e não cobiçar os bens e mulher do próximo. A guarda do sábado, como cerimônia, fora anulada na cruz (Efésios 2.14-15; Colossenses 2.14).

    • As leis do Antigo testamento, de um modo geral, foram feitas para os judeus, especialmente para eles. São exemplos: a) “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações”(Êxodo 31.12-18); b) “O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe...com todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5.2-3).
    CONCLUSÃO

    Na sua Carta Apostólica DIES DOMINI, João Paulo II adota uma postura conciliadora. Ele não toma partido na discussão dos aspectos moral e cerimonial dos mandamentos; não alimenta a tese da revogação do sábado na cruz, e sintetiza: “Mais que uma substituição do sábado, portanto, o domingo é seu cumprimento, em certo sentido sua extensão e expressão completa no encomendado desenvolvimento da história da salvação, que alcança real culminância em Cristo”.

    Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor de História da Igreja e de Teologia, na Universidade Andrews, Estados Unidos, questionou a posição do papa, com o seguinte comentário: “Nenhuma das alocuções do Salvador ressurreto revela alguma intenção de instituir o domingo como o novo dia cristão de repouso e culto. Instituições bíblicas tais como sábado, batismo e ceia têm origem em um ato divino que as estabeleceu. Mas não existe ato semelhante para sancionar um domingo semanal como memorial da ressurreição”.

    O mandamento do sábado está associado à obra da criação, à saída do povo de Israel do Egito, e à necessidade de descanso do homem. Vejam: “Pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra... mas no sétimo dia descansou” (Êxodo 20.11); “Seis dias trabalharás...mas no sétimo dia não farás nenhuma obra”(Êxodo 20.9-10); “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali...e te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5.15).

    Sabemos que Deus manifestou sua vontade e promulgou suas leis de forma gradual, escrevendo-as na consciência (Romanos 2.15), em tábuas de pedra (Êxodo 24.12), mediante Cristo, a Palavra vivente (João 1.14), nas Escrituras (Romanos 15.4; 2 Timóteo 3.16-17), e em nós, como cartas vivas (2 Coríntios 3.2-3). Tudo dentro do seu tempo e dentro do contexto do Seu superior plano de salvação. Era imperioso que a saída daquele povo do Egito e os grandiosos feitos de Deus fossem lembrados de geração em geração. De igual modo a instituição da páscoa serviu para idêntica recordação.

    Em nenhum momento o Novo Testamento ordena o descanso sabático, apesar de ratificar os demais mandamentos. Aliás, não nomeia diretamente qualquer dia da semana para adoração e culto. Jesus em várias ocasiões passou por cima da lei sabática, curando enfermos e permitindo que seus discípulos colhessem espigas para comer, no dia santo (Lucas 13.14; 14.1-6; Mateus 12.1,10). Interrogado por isso, Ele disse: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2.27). Também disse: “Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mateus 12.8).

    Os primeiros cristãos adotaram o domingo para descanso, recolhimento espiritual e adoração a Deus, e chamaram-no de “o dia do Senhor” (Atos 20.7; 1 Coríntios 16.1-2; Apocalipse 1.10), clara referência ao dia em que o “Senhor do sábado” ressuscitou. Nada melhor do que seguirmos o exemplo dos apóstolos, guiados como foram pelo Espírito Santo.

    Se judeus ainda não convertidos recolhem-se no sábado para recordarem a libertação do Egito, motivos bem maiores temos nós para nos recolhermos em Cristo, no dia de Sua vitória sobre a morte, para darmos graças pela remissão de nossos pecados e libertação de nossas almas do domínio do diabo.

    Entendemos que o dia de descanso e culto pode recair no sábado ou no domingo, observado o princípio de trabalhar seis dias e descansar um. Não vemos pecado na consagração do sábado ou do domingo, desde que o dia escolhido não seja apenas um formalismo. Sábado ou domingo, sem propósito, não passam de mais um dia de lazer. Da mesma forma, jejum sem propósito é dieta. Julgamos que a opção pela escolha do dia ficou manifesta nas seguintes palavras de Paulo:

    “Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos”(Gálatas 4.9-10).

    “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, está em Cristo” (Colossenses 2.16-17).

    13- O QUE SIGNIFICA "QUEM COME A MINHA CARNE E BEBE DO MEU SANGUE" (João 6.54-46)?
    Como tantas outras vezes, Jesus usou uma linguagem figurativa. Há diferença entre significado literal (real) e sentido literal. Ele também disse "Eu sou a porta", "Eu sou a videira verdadeira", e nem por isso compreendemos que Ele seja literalmente uma porta de madeira, ou uma árvore. Em João 1.1 lê-se que Jesus é a Palavra (o Verbo) de Deus. Frutas, legumes, carne e leite servem para alimentar nosso corpo, mas o alimento do nosso espírito é a Palavra. Devemos ter fome da Palavra. Outra expressão figurada usou Jesus na instituição da santa Ceia. Disse, referindo-se ao pão: "Tomai, comei, isto é o meu corpo". E, referindo-se ao vinho: "Isto é o meu sangue" (Mateus 26.26-28). Em Ezequiel 3.1, lê-se: "Depois, me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, e fala à casa de Israel". Antes de iniciar a missão de proclamar a mensagem de Deus, o profeta teria que guardá-la no coração, ou seja, comer a Palavra, impregnar-se dela, encher-se dela. "Comer a minha carne e beber do meu sangue" significa, portanto, a necessidade que temos de estarmos permanentemente em comunhão com Jesus, e em obediência a sua Palavra, para que a chama da nossa fé continue acesa. É esse o verdadeiro sentido da mensagem.

    14- O QUE QUER DIZER "LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS" (Gálatas 6.2)?
    Convém aos santos suportar com mansidão as fraquezas dos outros; ajudar os necessitados no que for possível: na dor, na angústia, nas enfermidades, nas atribulações. Devemos nos lembrar de que Jesus "tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si...foi moído pelas nossas iniqüidades" (Isaias 53.4-5). Ajudar o próximo é a expressão do amor de Deus em nós. Vejam: "Não retenhas o bem de quem o merece, estando na tua mão poder fazê-lo. Não digas ao teu próximo: Vai, volta mais tarde; dar-te-ei amanhã, tendo-o tu contigo" (Provérbios 3.27-28). "Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado" (Tiago 4.17). Em resumo, devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.

    15- HÁ DIFERENTES GRAUS DE CASTIGO E DE RECOMPENSA?
    Vejamos o que diz a Bíblia.

    - Graus de castigo
    Lucas 12.46: "Virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e SEPARÁ-LO-Á, e lhe dará a sua parte COM OS INFIÉIS".

    Lucas 12.47: "E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com MUITOS AÇOITES".

    Lucas 12.48: "Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com POUCOS AÇOITES será castigado..."

    Mateus 23.14: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, SOFREREIS MAIS RIGOROSO JUÍZO". (Marcos 12.40 diz:"...Estes receberão juízo muito mais severo"; Lucas 20.47 diz"...Estes receberão maior condenação").

    Hebreus 10.29: "De quanto MAIOR CASTIGO cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?"

    NOTA de rodapé na Bíblia de Estudos Pentecostal (Lucas 12.48): "Assim como haverá diferentes graus de glória no novo céu e na nova terra (1 Coríntios 15.41,42), também haverá diferentes graus de sofrimento no inferno. Aqueles que estão eternamente perdidos sofrerão diferentes graus de castigo, conforme os privilégios e responsabilidades que aqui tiveram ( cf. Mateus 23.14; Hebreus 10.29)"

    - Graus de recompensa ou de glória
    1 Coríntios 15.41,42 : "Uma é a glória do sol, e outra, a glória da lua; e outra, a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também a ressurreição dos mortos..."

    Os crentes fiéis receberão galardões: Mateus 5.11,12; 25.14-23; Lucas 19.12-19; 22.28-30; 1 Coríntios 3.12-14; 9.25-27;2 Coríntios 5.10; Efésios 6.8; Hebreus 6.10; Apocalipse 2.7,11,17,26-28; 3.4,5;12,21.

    Os crentes menos fiéis não serão condenados, mas receberão poucos galardões, ou nenhum: Eclesiastes 12.14; Mateus 5.19; 2 Coríntios 5.10.

    Conclui-se que o Justo Juiz julgará com justiça...uma justiça às vezes difícil de ser entendida pelos homens.

    Fonte/http://www.renovado.kit.net

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