A SALVAÇÃO
Salvação é um termo que abrange muitos aspectos, Por exemplo há salvação no passado, no presente e no futuro, ou seja, salvação da penalidade, do poder e da presença do pecado. Há salvação do espírito na regeneração, da alma na santificação, e do corpo na glorificação. Incluídas nesses diversos aspectos encontram-se ensinamentos que, em conjunto, constituem o que chamamos de doutrinas da salvação.
A DEPRAVAÇÃO TOTAL - Roms 1:18-32 - 3:12
Este ensinamento constitui a base da doutrina bíblica da salvação. Além de demonstrar o estado pecaminoso no qual a humanidade se encontra, iniciada desde a queda no jardim do Éden, e a total incapacidade de providenciar a sua própria salvação e restauração, é também demonstrar que o homem é uma criatura falida, o qual não possui, em si mesmo, a capacidade para produzir algum meio pelo qual ele possa merecer e ganhar aceitação diante de Deus, e fundamentar como base bíblica, a necessidade da salvação pela graça. Efs. 2:8-10.
A sua ruína:
a-) No espirito:- O espírito humano se define pelas suas três funções: consciência, intuição e comunhão. Quando o homem pecou, ele ficou “separado da vida de Deus” (Efs. 4:18, 2:1) e privado da comunhão do espírito de Deus com o seu espírito. A partir de então o homem se entregou à adoração de deuses falsos (Roms 1:21-23). Sua consciência ficou contaminada (Tito 1:15), e consequentemente Deus os “entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia...”(Roms 1:24) e “os abandonou às paixões infames” (Roms 1:26, Efs 4:19). Só assim é que se explica o grau da imundícia ao qual o homem chegou. A consciência constantemente reprimida, deixa de funcionar, e o homem é entregue a uma “mentalidade reprovada” (Roms 1:28).
b-) Na alma:- A alma consiste em emoções, inteligência e vontade. O entendimento do homem ficou completamente obscurecido e ele não consegue compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14; Roms 1:21-22; 3:11; Efs 4:18,19; 2:3). Quanto às suas emoções, o homem, no seu estado natural, não tem capacidade para amar a Deus (João 5:42) e quanto à sua vontade está escravizada pelos desejos da natureza carnal (Efs 2:3).
c-) No corpo:- A morte física é resultado da queda do homem (Roms 5:12). O corpo se chama “o homem exterior” e se corrompe de dia a dia (II Cor 4:16). Todos os sinais da velhice e da morte são uma prova visível de que o homem é criatura caída.
O homem portanto, está estragado em todo o seu ser, o retrato não é nada bonito, já foi analisada o estrago e a ruína do homem ( Is. 1:5,6; Roms 3:10,18; Salms 14:1,3; 36:1;53:1,3; Ecls 8:11, Jerem 17:9), a queda do homem portanto é universal e total atingindo todas as pessoas de todas as raças e épocas, achando-se então por natureza debaixo da condenação de Deus justo e santo (Efs 2:3). Ele, o homem é filho espiritual do Diabo (João 8:44), sendo escravizado e controlado por Satanás através das suas próprias paixões carnais ( II Tim 2:25,26; Roms 8:19,21).
A DEPRAVAÇÃO TOTAL HEREDITÁRIA E IRREMEDIÁVEL
Herança é algo que recebemos de nossos pais e a depravação natural, é justamente o que herdamos deles, os quais por sua vez ganharam dos seus, e assim por diante. Adão e Eva já caídos, transmitiram aos seus descendentes uma natureza, ou instinto ruim que nos inclinam para o lado do pecado. ( Roms 5: 12; Salms 51 :5; 58: 3; Jo 14: 1,4). Essa natureza se chama “carne”, ela faz com que não tenhamos a capacidade de agradar a Deus (Roms 7:18; 8:7,8), e mancha até as boas ações dos homens, de modo que a nossas “justiças” são consideradas por Deus um trapo imundo ( Is 64:5) .
Do Senhor vem a Salvação
Por causa de sua depravação o homem não tem nenhuma inclinação natural para buscar a Deus (Roms. 3:11). Vemos portanto, que cabe a Deus a iniciativa em nossa salvação. Ele busca a nós, esta verdade foi dita por Cristo (João 6:44), “trazer” significa “atrair” (João 12:32), Deus, através de Cristo, atraí todos os homens, assim tornando possível a sua salvação. Ninguém terá a desculpa de dizer que não lhe foi possível salvar-se, visto que Deus não o “atraiu”. O Espírito Santo mexe nos corações de todos os que ouvem o evangelho para desperta-los para a necessidade da salvação (João 16:8,11), o homem se perde somente porque resiste ao próprio Deus, (Atos 7:51), portanto ninguém vai para o inferno pelo pecado de Adão (João 1:29). Argumenta-se que o homem é tão depravado, que não tem condições de arrepender-se de seus pecados, mas Deus exorta a todos os homens a que se arrependam (Atos 17:30) e Ele só manda que façamos algo, que seja possível fazer. A verdade é que, de fato, com a nossa mente e a nossa vontade escravizadas pelo pecado e pelo Diabo não podemos, por nós mesmos, nos arrepender e voltar para Deus, não tendo em nós nenhuma disposição natural para isso. Mas, como vemos, Deus toma a iniciativa e procura nos despertar, e essa obra, é a obra geral do Espírito Santo, e a real experiência do todo o homem, com Deus ( João 1:9), de modo, que, qualquer um que chegar ao inferno terá que confessar que Deus lhe ofereceu a oportunidade de se salvar, e que ele está lá por escolha própria (I Tim 2:4,5; II Pd 3:9). É a rejeição categórica do evangelho que condena o indivíduo para o inferno, e não o seu estado natural de depravação, visto que Deus já superou essa dificuldade (João 3:18; 3:36; 5:24). Lembremo-nos que, ao pregarmos o evangelho, o mesmo será acompanhado do próprio poder de Deus, o qual torna possível a conversão do todos quantos nos ouvem (Roms 1:16; I Cor 2:1,5).
A SALVAÇÃO NÃO É PELAS OBRAS - Roms 3:24; 11:6
O homem não tem nada para oferece a Deus:
Não tem justiça própria ( Isaías 64:6; Tito 3:5).
Não é justo ( Roms 3:10; Roms 3:23).
Nem será justificado diante de Deus pelas obras (Roms. 3:20; Gal 2:16; II Tim 1:9)
A SALVAÇÃO É SOMENTE PELA GRAÇA - Efs 2:8,10;
A salvação provém exclusivamente da graça de Deus, sem os esforços das obras, ou mérito do homem, o mesmo não tem que trabalhar ou fazer qualquer esforço para ganhar a salvação (Apoc. 21:6). Ela é um presente de Deus e para que seja aproveitado, ele deve ser aceito ou recebido. A mesma é oferecida a todos ( Apoc. 22:17; Isa. 55:1). Ela veio por meio de Jesus Cristo (João 3: 14, 18, 36; 14:6; I Jo. 4:9). Foi pela sua vida perfeita, sua morte na cruz, e pela sua presente mediação no céu por nós, é que somos salvos. Tudo é feito por Ele, Ele não deixou nada por fazer; Compete ao pecador simplesmente reconhecer o seu pecado e confiar em Cristo, abrindo-lhe o seu coração e a sua vida, e será salvo no mesmo instante.
O ARREPENDIMENTO E A FÉ – Atos 3:19; 26:17,20
O arrependimento e a fé são os únicos requisitos necessários do lado humano para a salvação, e significam uma verdadeira conversão de uma vida de pecado para uma nova vida em Cristo.
Seu significado
a-) É uma mudança de pensamento ou de ponto de vista no tocante a nossa obrigação para com a vontade e a palavra de Deus. É mudar de ruma na vida moral e espiritual, não é uma simples reforma, mas sim uma mudança profunda e radical no coração do indivíduo, sendo uma obra do próprio Espirito Santo.
b-) O arrependimento sempre procede a fé porque é necessário que o pecador mude o seu ponto de vista para poder crer em Cristo; O arrependimento principia a fé, e a fé completa o arrependimento.
A importância do arrependimento:
Foi pregado por:
1-) O próprio Cristo (Marc 1:15; Mats 4:17, 9:13; Lcs 24:47); por João Batista (Mats 3:12); por Pedro (At.26:20); por Paulo (Ats 26:20) e por todos os apóstolos (Mcs. 6:12). O verdadeiro arrependimento não pode existir sem primeiro a “convicção dos pecados”, assim o verdadeiro arrependimento consiste em:
a-) Tristeza;- (II Corint 7:7-10), referimos aquela tristeza que cria em nós o nojo ou repugnância ao pecado (Slms 51:17). É a convicção do Espírito Santo que provoca no pecador o desejo ardente de descobrir o caminho da salvação (Atos 2:27; 16:29).
b-) Confissão;- (II Sam. 12:13; Lcs 18:13), essa confissão é feita a Deus, e também diante dos homens (Mats 3:6; Salms 51:1,5; 32:1,5), é uma confissão simples e sincera, sem se justificar, nem sequer por a culpa sobre terceiros (Samls 51:4).
c-) Decisão:- O verdadeiro arrependimento é incompleto sem uma firme decisão do pecador de abandonar o seu pecado e voltar-se para Deus, buscando o perdão e purificação (Isa. 55:6,7; Atos 8:22, Lcs 15:18).
A REGENERAÇÃO - João 3:3,6
A regeneração é uma obra de Deus em nós e acontece no instante em que a pessoa crê em Cristo como Salvador. O sentido desta palavra, é o “novo nascimento” (Tito 3:5). A Bíblia ensina que o homem não pode salvar-se, mas apensas “reformar-se, ou corrigir-se” ( Mats 9:16,17), e que ele necessita de um novo nascimento e de uma nova vida (Jo. 3:3). Portanto assim cremos que a regeneração, ou seja, o novo nascimento, faz parte de uma conversão autêntica, sendo efetuada pelo Espírito Santo no pecador arrependido, no momento em que ele aceita a Cristo como Salvador, Deus através da regeneração, renova-o, ou dá-lhe um novo espírito (Ezeq 36:26,27), tornando-nos “participantes da natureza divina” (II Pd 1:4); sendo então “filhos de Deus”(João 1:12), nascidos da semente incorruptível (Jo. 1:13, I Pd 1:23,25; I Jo. 3:9), resultando na comunicação de uma nova vida, novos sentimentos, os quais se manifestam através de novos hábitos chamado “ os frutos de arrependimento“ (II Cor 5:17).
A JUSTIFICAÇÃO – Roms 3:24,26; 4:1,8; 5:1.
Cremos que o pecador arrependido é eternamente justificado por Deus na hora em que crê em Cristo como Salvador e Senhor, e que a justificação significa o perdão dos pecados atribuídos a ele da perfeita justiça e santidade de Cristo (Atos 13:39; Roms 5:1; 8:1; 3:24,26).
A justificação bíblica é um ato definitivo de Deus, a favor do pecador realmente culpado, pelo qual o mesmo é pronunciado ou declarado justo, inocente, e livre da culpa do pecado para todo o sempre (Lcs 18:14). Os seus pecados não aparecem mais nos registros do tribunal do céu, e a justiça positiva de Cristo passa à ser lhe atribuída.
Como Deus nos justifica: Roms 5:8,9; 3:25.
Deus justifica o pecador pelo sangue de Cristo, derramado na cruz. Ele transferiu a nossa culpa e os nossos pecados para Cristo, e lá na cruz, castigou esses pecados. Cristo sofreu a ira de Deus em nosso lugar. Nosso pecado foi transferido a Cristo, e em troca a justiça dEle foi transferida para nós (II Cor 5:21; Isa 53:4,6). O homem não é justo, mas na hora de crer em Cristo, “sua fé é lhe imputada como justiça”(Roms 4:5), e diante de Deus ele é achado nEle, não tendo a sua justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé” (Fil. 3:9; Gal 2:16). Agora o crente tem um advogado para responder ou defende-lo de qualquer acusação que aparecer contra ele (Roms 8:33; I Jo 2:1,2).
SEGURANÇA E CERTEZA DOS SALVOS – Roms 8:33,39.
O que queremos dizer com “segurança dos salvos”, é que os verdadeiros salvos nunca irão perder a sua salvação, e que uma vez salvos, o estão para a eternidade, se uma pessoa puder perder sua salvação, então sua “segurança” dependerá das suas próprias forças. Isto seria salvação pelas obras, e não pela graça (Efs 2:8,9). Todo crente nascido de Deus faz parte da sua família, e está ligado a ele através dessa filiação; portanto está eternamente seguro em Cristo, podendo perder a sua “comunhão”, mas nunca sua filiação (I Pdr 1:3,5; Jo 10:27,30; II Tim 1:12).
A SANTIFICAÇÃO – I Tess 5:23; Roms 6:22
Deus sendo santo, não tolera a impureza na sua presença (Jos 24:19; I Sam 6:20; Hbs 12:14). Por isso, Ele exige que todos os que o servem e o adorem, sejam santos (I Pdr 1;16). Santificação entende-se, tornar-se santo, puro, ou separar-se para uso sagrado. Uma pessoa santificada é uma pessoa separada do mundo e completamente dedicada ao serviço de Deus (II Tim 2:21). Tal como outros aspectos da salvação do crente, a santificação é realizada de modo duplo. Há uma parte que somente Deus pode desempenhar, e fazer; há outra parte que pertence ao homem, pela qual ele é responsável.
A santificação instantânea.
Somos santificados uma vez para todas no instante em que cremos em Cristo pelo seu precioso sangue (Hbs 13:12; 10:10,14, Ats 26:18). Este aspecto da nossa santificação fala da nossa posição que ocupamos diante de Deus. E é perfeito, não é possível acrescentar e nem melhorar nada. Somos também “santificados pelo Espírito Santo” (Roms 15:14-16) e isto na hora de crermos em Cristo (II Tess 2:13, I Pdr 1:2; I Cor 6:11). Ele nos convence do pecado, nos separa dos demais homens para crermos, sendo por ele regenerados (Ats 16:14). ]
A santificação progressiva.
Depois de nos santificar para a salvação, o Espírito Santo procura dar prosseguimento prática da nossa vida, ajudando-nos a tirar os olhos das coisas do mundo e a dedicar mais e mais ao Senhor. O Espírito Santo purifica as nossas vidas de toda qualidade de pecado e imundícia para que possamos gozar da comunhão cada vez mais perfeita com o nosso Pai (II Cor 6:14; 7:1). Nós nos aperfeiçoamos desenvolvendo a nossa salvação, cooperando com o Espírito Santo em nossas vidas.
Devemos lembrar sempre de que é realmente “Deus é quem opera em nós, tanto o querer como o efetuar (Fil 2:13)”. Qualquer santidade em nossas vidas é obra do Espírito Santo e elimina qualquer vanglória da nossa parte. Paulo apela para que nós apresentemos os nossos membros não à imundícia, como antes, mas agora “para servirem à justiça para a santificação (Roms 6:19). O resultado desta entrega, é a santificação prática (Roms 6:22). Quanto à nossa posição em Cristo, não podemos nunca ser mais santificados do que somos atualmente, mas quanto ao nosso estado ou situação temos que progredir diariamente na santidade.
01- QUAL O SIGNIFICADO DE IGREJA?
A palavra provém do grego ekklesia (assembléia). Entende-se por igreja a totalidade dos salvos em Cristo, dos que estão compromissados com a obra do Senhor, dos separados (santos) pela aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. A igreja é aqui na terra o corpo místico de Cristo. Nesta acepção, é chamada igreja invisível, a que tem vida interior, espiritual. Cristo é a cabeça desse corpo. Dá-se o nome de Igreja Local ao grupo de pessoas chamadas de membros - unidas na mesma fé em Cristo Jesus, que se reúnem regularmente em determinado lugar, sob a coordenação e direção de um chefe espiritual. Neste caso, chama-se igreja visível, ou seja, a igreja institucional, organizada, formal, terrena. Individualmente, o membro da igreja não é igreja. O termo “igreja” foi mencionado pelo Salvador em duas ocasiões:
1) “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Marcos 16.18). “Tu és Pedro” (“petros”, palavra grega designativa de pequenos blocos rochosos, fragmentos de rocha, pedras pequenas, pedras de arremesso). “Sobre esta pedra (“petra”, rocha grande e firme). Logo, a Igreja seria firmada sobre a Rocha. Jesus é a “petra”, a Rocha sobre a qual Sua Igreja está edificada (Daniel 2.34; Efésios 2.20; Atos 4.11; Romanos 9.33; 1 Coríntios 10.4; 1 Pedro 2.4). Se a Igreja é o corpo de Cristo, Pedro não poderia ser o cabeça da Igreja. A cabeça desse corpo é o Senhor Jesus (Efésios 1.22-23; Colossenses 1.18).
2) “E, se não as ouvir [as testemunhas] dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e cobrador de impostos” (Mateus 18.17). Entre Cristo e a Igreja existe plena comunhão (Mateus 18.20; Marcos 16.15-18).
A leitura de 1 Coríntios 12.12-27 será proveitosa para melhor compreensão do assunto. Figuradamente e de forma indevida, dá-se o nome de igreja ao templo onde os irmãos se reúnem em assembléia. A Igreja é, em última análise, o povo de Deus: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). Outras referências: Atos 20.28; Efésios 3.10; 1 Pedro 2.1-10.
02 - O QUE DIFERENCIA AS IGREJAS PENTECOSTAIS DAS OUTRAS?
Os termos "igreja pentecostal", "crente pentecostal" e "movimento pentecostal" lembram a manifestação sobrenatural do Espírito Santo no dia de Pentecostes, em Jerusalém. Pentecostes é o qüinquagésimo dia depois do segundo dia da Páscoa. Esta solenidade é chamada pelos judeus de "a Festa das Semanas", e foi instituída para obrigar os israelitas a dirigirem-se ao templo, reconhecerem o domínio do Senhor e comemorarem a entrega da Lei a Moisés, no monte Sinai, 50 dias depois da saída do Egito. O Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus, por ocasião do Pentecostes. Os discípulos receberam o dom do Espírito Santo e passaram a "falar em línguas estranhas", tal como descrito em Atos 2.1-4. Dá-se o nome de PENTECOSTAL ao crente ou denominação religiosa que crê na contemporaneidade do batismo no Espírito Santo, isto é, que recusa a crença de que aquela manifestação do Espírito de Deus, em Pentecostes, foi único, específico. Dizemos, porém, que aquela experiência sobrenatural vem se repetindo ao longo de dois mil anos, "porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar" (Atos 2.39).
03 - O QUE É DOGMA?
Quer dizer decreto, decisão, declaração. As decisões ou dogmas da Igreja devem basear-se nas Escrituras. Caso contrário, estaremos diante de uma heresia (2 Pedro 2.1).
É um ato, uma cerimônia, uma ação ou prática litúrgica, instituídos por Cristo. Segundo santo Agostinho, sacramento é "símbolo de coisa sagrada" ou "forma visível de uma graça invisível". Diríamos que os sacramentos são atos de obediência a específicos mandamentos divinos. Para a Igreja Católica existem sete sacramentos, fixados a partir do Concílio de Trento, no meado do século XVI:
- Batismo
- Crisma
- Eucaristia
- Confissão
- Unção dos enfermos (antiga extrema-unção)
- Ordenação
- Matrimônio
05 - OS SACRAMENTOS SALVAM?
Nisto há vários séculos de discordância entre católicos e protestantes. A Igreja Católica, em seu Catecismo, de 1994, diz: "A Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação" (Pg. 318). Ora, os sacramentos são obras decorrentes da nossa fé em Jesus Cristo. Quem vai às águas para ser batizado ou quem participa da ceia do Senhor são os salvos, os que crêem. As boas obras são decorrentes da fé. Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS obras. Vejamos alguns exemplos e considerações:
- Do ladrão na cruz, salvo pelo seu arrependimento e fé, Jesus não exigiu batismo ou eucaristia (ceia do Senhor), mas lhe afirmou categórico: "Hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23.43).
- O eunuco da Etiópia foi batizado após haver sido salvo pela fé em Jesus Cristo (Atos 8.36-38).
- O carcereiro de Filipos foi batizado após receber a salvação pela fé em Jesus Cristo: "A seguir foi ele batizado, e todos os seus" (Atos 16.30-33). Ver outros exemplos em Atos 2.41; 8.12; 8.13;18.8.
- A Palavra diz: "Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus, NÃO DAS OBRAS, para que ninguém se glorie; pois somos feitura sua, criados em Cristo para as obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2.8-10). A Bíblia não afirma que é preciso ser batizado ou receber qualquer sacramento para ser salvo, mas diz: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (Atos 16.31).
- Se a afirmação do catolicismo ("os sacramentos salvam") tivesse respaldo bíblico, todos os não católicos, incluídos os protestantes, estariam condenados, porque alguns sacramentos somente estão disponíveis na Igreja Católica. Por exemplo, os evangélicos não recebem crisma e não fazem confissão auricular.
07 - A IGREJA PODE PERDOAR PECADOS?
Quando falamos IGREJA estamos falando dos salvos em Cristo Jesus, em todo o mundo. Comecemos pelo seguinte versículo:
“Disse-lhes Jesus de novo [aos discípulos]: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Aquele aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (João 20.22-23).
Norman Geisler e Thomas Howe (Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia), à página 432, assim explica:
“João 20.22-23 – Essa passagem dá suporte à posição católica de que os seus sacerdotes têm poder de perdoar pecados? PROBLEMA: Os católicos romanos declaram que Jesus deu aos seus discípulos o poder de perdoar pecados, e que esse poder passou para os sacerdotes católicos através dos séculos. Esse texto dá suporte a tal posição? SOLUÇÃO: Jesus de fato deu aos seus discípulos o poder para perdoar pecados, e esse poder ainda permanece até hoje. Entretanto, ele não é exclusivo dos sacerdotes católicos. Todo crente em Jesus possui o mesmo poder com base em sua confiança na obra completa realizada por Cristo. Observe o contexto da passagem”.
“Primeiro, muitos vêem isso como uma extensão do poder prometido em Mateus 18.18 de ligar e desligar com as “chaves do reino dos céus”(Mateus 16.19). Esse poder é dado a todos os apóstolos, e não somente a Pedro. À medida que a missão da Igreja se estende “até a consumação do século” (Mateus 28.20), Cristo está “presente” para perdoar pecados com todos aqueles que pregarem o Evangelho, em qualquer tempo ou lugar. Além disso, é nesse versículo que está a passagem paralela de João a respeito da grande comissão. Jesus a introduz com as palavras: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (João 20.21). Mas não são apenas os clérigos (oficiais da igreja) que são comissionados a servir a Cristo; cada crente chamado para ser uma testemunha (cf. Mateus 28.18-20; 2 Coríntios 4.1ss)”.
“Finalmente, esse poder está presente somente pelo Espírito Santo. Jesus disse em João 20.22: “Recebei o Espírito Santo” e novamente em Atos 1.8, “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Todos os crentes, portanto, têm esse mesmo poder de PRONUNCIAR O PERDÃO DE PECADOS [o realce é nosso}, como testemunhas das boas novas de Cristo por todo o mundo. Nesse versículo não há absolutamente nenhuma menção de que esse poder fosse ficar residente em apenas um grupo sacerdotal ou num determinado grupo de clérigos. É apenas o equivalente da passagem de João que se refere à grande comissão, dada a todos os crentes, para que proclamem a mensagem do perdão de Jesus Cristo a todo o mundo (cf. Lucas 24.47)”.
O Novo Comentário da Bíblia, Edições Nova Vida, 1990, II vol. p. 1097, assim comenta João 20.23:
“Os comentaristas discordam se esta comissão se aplica somente aos discípulos ou a outros, também. Jesus confere-lhes o poder de perdoar ou de reter os pecados. Em virtude da sua íntima comunhão com Cristo, eles têm autoridade de agir em Seu nome; tornaram-se veículo do perdão divino e agentes ou da remissão, ou da retenção, do pecado. Este poder que lhes foi outorgado consiste em proclamar, com autoridade, o perdão mediante a morte vicária de Cristo. A autoridade de Cristo lhes é concedida pelo Espírito que mora neles. Esta autoridade não se limite aos ministros consagrados da Igreja mas abrange toda a Igreja, que deriva sua autoridade do Espírito que vive nela e dos ensinos do Cabeça da Igreja”.
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Cremos que devemos anunciar o perdão que há em Cristo Jesus, perdão esse obtido pelo arrependimento. Vejam: ... “E em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão [perdão] dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24.47).
Pedro disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados...”(Atos 3.19). Pela pregação da Palavra, a Igreja deve levar o pecador ao arrependimento, e dizer-lhe que, segundo a mesma Palavra, seus pecados estão perdoados. Os pecados decorrentes de ofensas recíprocas devem ser perdoados por iniciativa dos envolvidos (Mateus 5.23-25; 6.12; 2 Coríntios 2.5,6,7,10). Em suma, quem perdoa é Cristo. Somente Ele conhece os segredos de nossos corações. Somente ele sabe se houve sincero arrependimento:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9).
08 - QUAL A POSIÇÃO CRISTÃ DIANTE DAS IMAGENS ESCULPIDAS?Podemos fazê-las? (Êxodo 25:18: "Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades do propiciatório". 1Reis 7:28-29: "Tinham painéis que estavam entre molduras, sobre os quais havia leões, bois e querubins".
São abominações aos olhos do Senhor? (Êxodo 20:4: "Não farás para ti imagens de escultura". Levitico 26:1: "Não farás para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua". Deuteronômio 27:15: "Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominável ao Senhor". Jeremias 8:19: "Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?"
RESPOSTA
É proibido usar imagens como ídolos, para objeto de adoração ou veneração. Daí porque o texto em Êxodo 20.5 diz: Não te encurvarás a elas [ajoelhar-se, inclinar o corpo num gesto de reverência, baixar a cabeça em adoração; beijá-las] nem as servirás [servi-las com hinos, flores, rezas,velas, sacrifícios, promessas, procissão, coroas, festas, ofertas em dinheiro ou outros bens, colocá-las em redomas, em altares; prestar culto).
Os querubins e outras imagens feitas por ordem de Deus não deveriam ser adoradas ou veneradas. Deus não ordenou qualquer veneração ou adoração aos querubins. Estes se encontravam em local de acesso restrito (o lugar Santo dos Santos), onde os fiéis não tinham acesso. O mesmo ocorreu com a serpente de bronze (Números 21.8). O rei Ezequias destruiu a serpente quando notou que o povo lhe estava rendendo homenagens (2 Reis 18.4). Nem por isso Ezequias foi admoestado por Deus, porque somente Ele é digno de honra e glória. Tanto a serpente, como os querubins, foram admitidos por Deus numa situação específica, para um caso específico, segundo a Sua soberana vontade, para ornamentação, não se constituindo uma doutrina. Muitos estão mortos em seus pecados (idolatria) porque estão adorando a criatura, representada por uma imagem, em lugar do Criador.
fonte/http://www.renovado.kit.net/





