O FATO DE DEUS
A existência de Deus é um fato conseqüente das Escrituras, que não tecem argumentos para afirmá-la ou comprová-la. Por conseguinte, nossa principal base para a crença na realidade de Deus se encontra nas páginas da Bíblia. A Bíblia, portanto não se destina ao ateu, que nega a existência de Deus, nem ao duvidoso declarado, (agnóstico) que nega a possibilidade de saber se ele existe ou não. Também não tem valor para o incrédulo que rejeita a revelação de Deus, por não ser capaz de descobri-lo no universo material. Deus, porém, sendo Espirito, não pertence à categoria da matéria e, portanto, não pode ser descoberto por investigações meramente naturais ou materiais, e nem pelos sentidos do corpo, mas antes, pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas pelo Espírito Santo ( I Cor. 2:14, Coloss 1:15-17). .
I – A EXISTÊNCIA DE DEUS
Nós cremos que Deus existe por causa dos seguintes fatos:
1- A existência de Deus é tomada por certa pelos escritores da Bíblia:
a-) Eles não tentaram provar que Deus existe -(Gen. 1:1).
b-) Eles afirmaram que todos os homens sabem da existência de Deus – (Roms 1:18-20).
c-) A Bíblia nos ensina que somente os loucos não crêem em Deus – (Slms 14:1).
2- Os homens em todos os lugares crêem em Deus, até os índios da mata tem um “deus”.
3- Os homens têm uma consciência; De onde o homem recebeu a sua consciência, que lhe diz que “pode fazer isso, mas não pode fazer aquilo”?
4- Nós sabemos que todas as coisas tem um criador; Como é que o mundo e todas as coisas do mundo chegaram até aqui, se não há um criador, um Deus? Como é que elas apareceram se não houvessem quem as criassem?
ELE É AUTO-EXISTENTE - (João 5:26; At. 17:24,28; I Tim 6:15,16).
Isto dito, significa que Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser. Isso, naturalmente, significa que as causas de Sua existência estão nele mesmo. Nele a vida é inerente, diferentemente da vida das criaturas. Sua vida não vem de fontes externas, Ele tinha “vida em si”, mesmo quando não havia vida em parte alguma fora dele. Nunca nos devemos esquecer de que, em Deus, as criaturas “vivem, movem-se e existem”, desse modo dependemos dEle para viver, movimentar-se e existir, Sua auto-existência porem torna-O absolutamente independente. A razão da existência de Deus encontra-se exclusivamente nEle, e sua auto-existência é atributo inalienável de sua natureza. Deus é auto-sustentado e o tem sido desde toda a eternidade. Sua auto-existência é um atributo essencial. Existir faz parte de sua natureza.
II- SUAS CARACTERÍSTICAS
a-) É ESPÍRITO PURO - (João 4:24 - At 17:28,29).
Deus é espírito em sua natureza, ou seja: em seu ser essencial, ele é espírito, e sendo espirito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e, portanto, é livre de todas as limitações temporais. Os olhos físicos só podem ver objetos pertencentes ao mundo material, mas Deus não pertence a este mundo, portanto não pode ser visto com os olhos físicos. No entanto os registros bíblicos, mostra-nos que Deus se tem manifestado de forma visível, O “anjo do Senhor”, no Velho Testamento, é claramente um manifestação da divindade, e identificado como a Segunda pessoa da trindade, o Senhor Jesus Cristo. “O anjo do Senhor”, era o Deus Filho, antes de sua encarnação definitiva (Jz 13:18, confrontar com Is. 9:6).
b-) É UMA PESSOA - (Ex. 3:14 – João 8:58).
Pode se definir personalidade com a existência dotada de autoconsciência e do poder de autodeterminação. Não se pode confundir personalidade com corporalidade ou existência em corpo material, mas antes corretamente definida, a personalidade abrange os três elementos constitutivos: intelecto, ou poder de pensar, sensibilidade, ou poder de sentir, e volição, ou o poder da vontade, Associados a estes temos a consciência e a liberdade de escolha.
A personalidade de Deus, é estabelecida
Pelos nomes dados a ele, que a revelam:
“Jeová Jiré” - (O Senhor proverá) - (Gens. 22:13-14).
Este nome revela: providencia pessoal.
“Jeová Ropeca” – (O Senhor que sara) - (Ex. 15:26).
Este nome revela: preservação pessoal. ( O termo “ropeca”, significa cerzir como se cirze uma roupa, reparar como se reconstrói um edifício, curar como se restaura a saúde de uma pessoa enferma. Toda cura direta ou indireta vem da parte de Deus, ele é nossa saúde salvadora).
“Jeová Shaloom” – (O Senhor nossa Paz) – (Jz 6:24).
Este nome revela: Deus como aquele que concede paz pessoal.
“Jeová Samá”– ( O Senhor está presente) (Ezeq. 48:35).
Este nome revela: presença pessoal.
Os nomes que lhe são atribuídos, subentendem relações e ações pessoais.
Pelas características e propriedades de personalidade que lhe são atribuídas
Tristeza - (Gens. 6:6).
A tristeza é uma emoção pessoal que é atribuída a Deus, devido á atitude pessoal, as ações dos homens. A tristeza subentende personalidade.
Ira - (I Rs. 11:9).
A ira, é um sentimento pessoal de Deus, ainda que santo, e que Ele sentiu contra Salomão por causa sua deslealdade e infidelidade.
Zelo - (Deut. 6:15).
O zelo ou o ciúmes de Deus, diferentemente do ciúme humano, é santo. Trata-se simplesmente de Seu interesse por seu santo nome, Sua vontade e Seu governo. Não obstante, é um elemento pessoal e revela a personalidade de seu possuidor.
Amor - (Apoc 3:19).
Deus portanto, há de ser pessoal, pois o amor é pessoal. O amor subentende três elementos essenciais da personalidade: intelecto, sensibilidade e vontade.
Ódio – (Prov. 6:16).
Aquilo que é impessoal, é incapaz de odiar qualquer pessoa ou cousa. Somente uma pessoa é capaz de odiar.
c-) TRINDADE E TRIUNIDADE DE DEUS - (I Cor 8:5,6 – Efs 4:6).
Apesar de que a Bíblia ensina a unidade de Deus, a saber, que existe um e apenas um Deus, ensina também que na divindade única há uma distinção tríplice de pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Isso não significa que as três pessoas divinas sejam três no mesmo sentido em que são uma, ou que sejam uma no mesmo sentido em que são três. A essência divina, única e indivisível, como um todo, existe eternamente como Pai., Filho e Espírito Santo. Deus é um só, mas também é trino. Ele se manifesta em três pessoas com funções e personalidades distintas, porém harmoniosas.
DEUS PAI.
Deus é um só. (Deut. 6:4, Isaías 44:6; 45:22; João 17:3; I Cor. 8:4-6; I Timot. 1:17; 2:5; Efs. 4:6). O Pai, é a primeira pessoa da divina trindade. Quando dizemos que Deus é um, queremos dizer com isso que existe “um só Deus Pai de todos.
DEUS FILHO
Jesus é o unigênito filho de Deus (João 1:28, João 3:16). Ele é um com o Pai (João 10:30,38; João 17:21; I João 5:7). Ele é chamado Deus (João 1:1; João 20:28; Filip. 2:5-11; Roms 9:5, Coloss. 2:9). Cristo é a manifestação visível do Deus invisível (Hbs 1:1-3; João 1:14).
DEUS ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é um com o Pai e o Filho (I João 5:7, Atos 5:3,4; João 14:26; Mats. 2819; II Cor. 13:13).
III - A NATUREZA DE DEUS
A natureza de Deus melhor se revela pelos seus atributos. Precisamos ter cuidado de não imagina-los como sendo abstratos, mas como meios vitais que revelam a natureza de Deus. O termo “atributo”, em sua aplicação às pessoas e às cousas, significa algo pertencente a elas. Pode ser definido como qualidade ou característica essencial, permanente, distintiva e que pode ser afirmada, como por exemplo a cor ou o perfume de uma rosa. Os atributos de uma cousa lhe são tão essenciais que, sem eles, ela não poderia ser o que é; e isso é igualmente verdade dos atributos de uma pessoa. Se um homem se visse privado dos atributos que lhe pertencem, deixaria de ser homem, pois tais atributos lhe são inerentes, na sua qualidade de ser humano. Se transferirmos essas idéias a Deus, descobriremos que seus atributos lhe pertencem inalienavelmente, e, portanto, o que ele é agora, há de ser para sempre. Os atributos de Deus, portanto, são aquelas características essenciais, permanentes e distintivas que podem ser afirmados a respeito do seu Ser. Seus atributos são Suas perfeições, inseparáveis de Sua natureza e que condicionam Seu caráter
OS ATRIBUTOS NATURAIS
a-) ONIPRESENÇA - (Slms 139: 7, 10 - Atos 17:24,28 – Mats. 18:20 - Jer.. 23:23,24).
Este atributo está intimamente ligado a onipotência e onisciência de Deus, pois ele está presente em todos os lugares, ele age em todos os lugares, e possui pleno conhecimento de tudo quanto ocorre em todos os lugares. Ele não tem necessidade de ir de um lugar para outro, não há lugar distante para ele, ele é qual um centro de um circulo, tem a mesma relação para com todos os lugares. Devido a sua relação com tudo, ele acha-se em condições de agir instantaneamente em qualquer parte, comunicar-se imediatamente com todo o universo, por seu poder de ação, não há consideração de tempo, nem de espaço, como não há, igualmente, para o seu poder de pensar e querer. A sua presença, é uma presença frutífera, produtora e econômica, qualquer criatura, esteja onde estiver pode gozar de sua presença.
b-) ONISCIÊNCIA - (Roms 11:33 – Jo: 11:7,8 - Is. 40:28 - Slms 147:5).
O atributo de onisciência, denota a infinita inteligência de Deus. O seu conhecimento abrange todas as coisas, é universal, sua compreensão é infinita e a sua inteligência é perfeita, inclui tudo que pode ser conhecido, ele conhece toda a eternidade passada e aquilo que será durante a eternidade futura.
c-) ONIPOTENCIA – (Mats. 19:26 – Jó 42:2 – Gens 17:1).
Ele pode fazer todas as cousas, para ele nada difícil, tudo é possível:
No domínio da natureza – (Gens 1:1-3 - Salms 107:25).
Toda a natureza esta lhe sujeita, a sua direção e controle.
No domínio das experiências humanas
Na vida de José ( Gns 39:2,3,21).
Na vida de Nabucodozor – (Dan 4:19-21).
Na vida de Daniel - (Daniel 1:9).
Na vida dos homens em geral – (Slms 75:6-7).
Nos domínios celestiais - (Dan. 4:35).
Os santos anjos estão sob o domínio de Deus, e sujeitos a sua vontade.
Nos domínios dos espíritos malignos – (Jó:1:12; Tg 4:7; Apoc. 20:2; Lcs 22:31-32).
Os poderes malignos, Satanás, os demônios e os anjos caídos, estão todos sujeitos a vontade e a palavra de Deus.
d-) ETERNIDADE (Is. 55:13-17; Slms 93:2; Hbs 1:12; 13:8).
O atributo de auto-existência sugere o de eternidade. Se as causas da existência de Deus se encontra nele próprio, a razão admitirá que essas causas tem estado a operar desde a eternidade. Por ser eterno, então deve ser também auto-existente. Para ele não existe passado, presente ou futuro, pelo menos no que concerne a seu conhecimento; Ele vive num eterno agora, ele não teve principio nem tem fim, ele conhece os acontecimentos na sua sucessão dentro do tempo, mas não está limitado de nenhum modo por ele, ele sempre foi, e sempre será.
OS ATRIBUTOS MORAIS
SANTIDADE – (I Pd 1:16; Apoc 4:8; Hbs 12:14; Is. 6:3).
A santidade de Deus, é seu atributo mais exaltado, pois expressa a majestade de sua natureza e caráter moral, se é que existe qualquer diferença em grau de importância, entre seus atributos, este parece ocupar o primeiro lugar. Nas visões que Deus concede aos homens no tempo do Antigo Testamento, o que mais salientou foi o de sua santidade. Por cerca de trinta vezes o Profeta Isaías se refere a Jeová, chamando-o “ o Santo ”, desse modo indicando as características daquelas visões, que mais o impressionaram (Isaías 6:1 a 5). Este é o atributo pelo qual é glorificado por excelência. Conceitos superficiais de Deus e de sus santidade produzem conceitos superficiais do pecado e de sua expiação (Roms 2:14-16).
Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal, e de tudo que corrompe, tanto em si mesmo, como em relação a suas criaturas (Lev. 11:43-45). A santidade é uma característica de seu ser (Jó 34:10). A sua santidade se entende a absoluta perfeição da pureza e integridade de sua natureza e caráter (I Jo. 1:5, Slms 99:9, Jo. 17:11).
A manifestação de sua santidade verifica-se:
a) No ódio contra o pecado (Gen. 6:5-6; Prov 6:16-19).
b) No seu deleite naquele que é santo e reto (Prov. 15:19).
c) Na separação entre si e o pecador (Is. 59:1-2).
d) Ao providenciar a libertação do homem, do pecado (I Ped. 2:24).
A percepção da sua santidade gera a reverencia e o temor no coração daqueles que chegam a sua presença, a não ser que estejam empedernidos pelo pecado.
RETIDÃO E JUSTIÇA - (Slms 145:17).
Justiça e retidão são simplesmente a santidade exercida para com as criaturas. A mesma santidade que nele existe desde a eternidade, agora se manifesta em retidão e justiça. Todos os requisitos exigidos por Deus aos homens, são absolutamente retos em seu caráter - (Slms 116:5). A justiça é a execução de sua retidão, que pode ser chamada de santidade judicial. Justiça é a execução de sua retidão, que pode ser chamada de santidade judicial. Todos os seus tratos com o homem se baseiam na justiça absolutas (Deut. 32: 4).
Bondade e severidade são elementos de um caráter perfeito, mesmo entre os homens, sem bondade, o caráter se torna duro e inflexível, repele em lugar de conquistar. Por outro lado, sem severidade a bondade degenera em fraqueza, naquela flexibilidade moral que em pessoas conhecidas por “boazinhas” freqüentemente leva os homens a ceder com facilidade perante as seduções dos pecadores.
A manifestação de sua retidão e justiça
a) Na punição dos perversos e injustos – (Apoc 12:5-6; Gen. 6:5-6).
b) No seu amor a retidão, e seu ódio contra o pecado – (Slms 11:4-7).
c) No seu perdão para com o crente arrependido – (I João 1:9).
d) Na recompensa dos justos – (Hbs 6:10).
AMOR E GRAÇA (I João 3:16-17; 4:16; João 3:16-17).
O amor, é aquele atributo pelo qual ele se inclina a buscar os melhores interesses de suas criaturas, e a comunicar-se a elas, a despeito do sacrifício nisto esta envolvido.
Nós cremos que Deus têm amor
1- Porque a Bíblia ensina – (I Jo. 4:8-16).
2- Porque ele ama seu Filho – (Mats 3:17).
3- Porque ele ama os crentes – (João 16:27; 17:23).
4- Porque ele ama os pecadores – (João 3:16).
5- Porque ele nos perdoa – (Is. 38:17 – Efs 2:4-5).
6- Porque ele tem cuidado de nós – (Fil 2:19 – Mats 21:22).
Site/pibbca
TEOLOGIA - A DOUTRINA DE DEUS
01-QUEM É DEUS?
Deus é Espírito, o Criador de todas as coisas. Criador do Universo, Criador dos homens, dos anjos, dos animais, de todos os elementos da Natureza, exemplos de água, ar e luz (Gênesis 1; João 4.24).
02 - QUAIS OS ATRIBUTOS DE DEUS ?
Atributos são as qualidades inerentes a Deus, próprias dEle. Dividem-se em dois: atributos incomunicáveis, que não podem ser transferidos ao homem (ONIPRESENÇA, ONISCIÊNCIA, ONIPOTÊNCIA, INFINITUDE e IMUTABILIDADE); atributos comunicáveis, os que podem ser transferidos ao homem (AMOR, SANTIDADE, JUSTIÇA, VERDADE). (Êxodo 3.14; Provérbios 5.21; 15.3; Atos 15.17-18; Tiago 1 17; Salmos 139.1-12; 147.13-18).
03 - QUER DIZER QUE DEUS NÃO TEM MÃE?
Nem pai. Deus é um Ser incriado, isto é, que existe sem Ter sido criado.
04 - COMO PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?
Conforme nos mostra Paulo em Romanos. 1.20, todas as coisas criadas sejam seres animados ou inanimados e o próprio Universo, mostram que somente um ser superior poderia criar todas estas coisas. Ainda no Salmos. 19. 1, o salmista declara que "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos".
05 - COMO PODEMOS FALAR COM DEUS?
Em Mateus. 6.6 Jesus nos diz; "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a Teu Pai,..." Orar é falar com Deus e não apenas falar mas também ouvi-lo. Devemos falar com Ele como se fala a um Pai, pois Ele é nosso Pai (João. 1.12). A oração é a forma de nos comunicarmos com Deus.
06 - O QUE SIGNIFICA SANTÍSSIMA TRINDADE ?
Há um só Deus em três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Embora na Bíblia não haja a expressão "Santíssima Trindade", a doutrina cristã do Deus trino está evidente em várias passagens das Escrituras. No batismo de Jesus, por exemplo, ouviu-se a voz do Pai: "Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo" (Marcos 1.11). João Batista disse: "Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre Ele" (sobre Jesus) (João 1.32). Aí temos, portanto a manifestação das três pessoas da Trindade. A Trindade, ou seja, as três pessoas subsistentes em um só Deus, constitui um dos maiores mistérios da Divindade. Não pode ser entendida nem explicada à luz da lógica humana. A infinitude de Deus não cabe na finitude do homem.(Gênesis 1.1-2; 1.26; 3.15; João 1.1-14
07- QUAL A DIFERENÇA ENTRE CRIATURAS DE DEUS E FILHOS DE DEUS?
Deus é o Criador de todas as coisas, Criador dos homens e de tudo que há no Universo. Logo, os homens são CRIATURAS DE DEUS. Os homens somente passam à condição de FILHOS DE DEUS quando nascem de novo, ou seja, quando se arrependem de seus pecados e os deixam, crêem no Senhor Jesus e O aceitam como Senhor e Salvador: "Mas a todos os que O receberam, aqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1.12-13; Mateus 5.9; 5.45; Romanos 8.14; 1 João 3.1).
08- QUAIS AS ALIANÇAS DE DEUS?
Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo. O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança. E o Novo Testamento, Nova Aliança. O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência. A iniciativa do concerto sempre foi de Deus, que estabelece as condições. Vejamos:
CONCERTO COM ADÃO
A primeira aliança Deus fez com Adão e Eva, no Éden: deu-lhes a Terra e pleno domínio sobre os animais; deu-lhes fartura de alimento, abençoou-os e disse-lhes que deveriam frutificar e multiplicar. Mas estabeleceu condições: Não deveriam comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. O princípio da obediência estava criado. Se comessem da árvore proibida, morreriam. Desobedeceram, quebraram a aliança, e experimentaram imediatamente a morte moral e espiritual, e, depois, a morte física. Convém lembrar que em todos os concertos há promessas de bênçãos, mas há a contrapartida da fé e fiel obediência. (Gênesis 1.27-30; 2.16-17; 3.2-20). Aliança adâmica ou edênica é como é conhecida a aliança com Adão.
CONCERTO COM NOÉ
Após o dilúvio, do qual se salvaram Noé e sua família, num total de oito pessoas (Gênesis 7.13), Deus falou: "Convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra". Como sinal perpétuo dessa aliança Deus deixou o arco sobre as nuvens, conhecido como arco-íris. (Gênesis 9.11-17). Chamada aliança noética.
CONCERTO COM ABRAÃO
O concerto entre Deus e Abraão - aliança abraâmica - foi chamado "concerto perpétuo", porque extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7). Como parte da aliança Deus prometeu fazer de Abraão uma grande nação, e abençoar todas as famílias da terra através dele (Gênesis 12.2-3); dar a terra de Canaã aos seus descendentes, que seriam grandemente multiplicados: "E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti" (Gênesis 12.7,15; 13.16; 15.5; 17.2,6,7,8,9). O concerto foi feito com Abrão, nome mudado por Deus para Abraão (pai da multidão) (Gênesis 17.39). Como parte da aliança, Abraão deveria circuncidar todos os machos, filhos e servos sob sua autoridade, como selo do conserto, e de aceitação de Deus como Senhor (Gênesis 17.10-14, 23). Deus prometeu estender a aliança a Isaque, o filho da promessa que iria nascer (Gênesis 17.16,19).
CONCERTO COM ISAQUE
Os termos da aliança foram renovados em Isaque: "Serei contigo e te abençoarei... multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas as terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra. Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gênesis 26.2-5,24).
CONCERTO COM JACÓ
"Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado te darei a ti e à tua semente. E tua semente será como o pó da terra... e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 28.13-14). As alianças de Deus com seu povo provam que Ele é fiel à sua palavra. Para recebermos as bênçãos prometidas, fé e obediência são indispensáveis.
CONCERTO COM OS ISRAELITAS
Passados uns três meses da saída do Egito, Deus falou ao seu povo através de Moisés, ao sopé do monte Sinal (Horebe), para, basicamente, renovar e relembrar os termos do concerto com Abraão, Isaque e Jacó: a) a terra de Canaã seria deles; b) Deus seria o único Deus de Israel; o povo assumiria o compromisso de guardar suas leis e mandamentos; c) seriam castigados em caso de desobediência (Êxodo 6.3-8; 19.4-6; 23.20-25). Uma promessa que deve ser guardada no coração: "Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos...vós me sereis reino sacerdotal e nação santa" (Êxodo 19.5-6). O pacto foi fechado quando o povo declarou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos" (Êxodo 24.3). Deus requer de nós o firme propósito de acatarmos os termos de sua aliança. As leis que deveriam ser obedecidas eram a lei moral (aqui incluídos os Dez Mandamentos), a lei civil, a lei cerimonial.
RENOVAÇÃO DA ALIANÇA NAS PLANÍCIES DE MOABE
Antes da entrada na terra prometida, e após percorrerem o deserto durante 39 anos, os termos do concerto foram relembrados. A finalidade era de dar conhecimento das promessas divinas aos que nasceram durante a peregrinação, e fortalecer espiritualmente o povo para enfrentar o desafio conquistar a nova terra (Deuteronômio 4.44-26.19; 31.1-33.29). Os capítulos 27 e 28 tratam das maldições e das bênçãos decorrentes da rebeldia ou da obediência.
CONCERTO COM DAVI
O resultado mais imediato da aliança davídica foi o estabelecimento do reino do filho de Davi, Salomão, que deveria edificar um templo para o Senhor (2 Samuel 7.11-13); o reinado de Davi passaria aos seus descendentes: "Fiz aliança com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração" (Salmos 89.3-4). A condição para o cumprimento dessas bênçãos seria a fiel obediência de Davi e de seus descendentes. A vinda de um Rei messiânico e eterno, da linhagem de Davi, estava implícito nesse concerto (Isaías 9.6-7). "Do trono de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes um renovo frutificará (Isaías 11.1; Miquéias 5.2-4). Esse novo Rei seria chamado "O SENHOR, Justiça Nossa" (Jeremias 23.5-6).
A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO
A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo." A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: "Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados" (Mateus 26.28). A nova aliança é superior à antiga: "Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas" (Hebreus 8.6). E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hebreus 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ezequiel 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Romanos 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Joel 2.28; Atos 1.5,8).
Como vimos, de aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades. A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Para isso, "Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3.16). Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto. O sangue do "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de uma pessoa sem pecado - Jesus Cristo, que abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.
09- DEUS TEM SETE ESPÍRITOS? QUAIS SÃO?
Em Apocalipse 3.1 lê-se: “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas”. É evidente que Deus não possui sete Espíritos. Em algumas versões a palavra ESPÍRITOS está no singular e em minúsculas. Esta passagem não pode ser interpretada em sua forma literal. O Novo Comentário da Bíblia, volume II, Edições Vida Nova, registra o seguinte comentário de Kiddler: “Quando reconhecemos que o ‘sete’ em cada caso tem a idéia de unidade e integridade, ao invés de diversidade, de tal modo que devemos pensar dum só Espírito e de uma só Igreja, em vez dos sete Espíritos e das sete igrejas, então temos em vista uma possível solução... Os sete Espíritos e as sete estrelas desta forma significam o Espírito profético e o caráter celeste da Igreja, que o Espírito vivifica”.
10- QUEM EXISTE NO CÉU? NO LUGAR QUE DEUS ESTÁ?
O Céu é a habitação de Deus ( Pai, Filho e Espírito Santo), dos santos anjos e dos que morreram na fé em Cristo. Para lá irão também todos os crentes em Jesus, pois a Palavra diz: “Todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26). Jesus disse ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Paulo declara: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1.23). Somos cidadãos do Céu. A Terra é uma morada provisória. Nossa verdadeira cidadania está no Céu (1 Pedro 2.11). Embora ainda estejamos nesta vida terrena, temos estreita ligação com o Céu, nossa última morada: conversamos diariamente com nosso Pai; nossos nomes estão escritos nos livros do Céu; somos protegidos pelos anjos de Deus; o Espírito Santo está em nós; somos o Corpo de Cristo; Cristo nos outorgou poderes para fazermos as mesmas obras que Ele fez na Terra; nossos atos são regulados segundo o padrão da Palavra de Deus; somos filhos de Deus, “e, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8.17).
11- COMO ENTENDER O JULGAMENTO DE DEUS?
Seremos julgados e/ou justificados (salvos) somente por Deus?
Romanos 8:33: "É Deus quem os justifica".
Efésios 2:8-9: "É pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus - não das obras, paraque ninguém se glorie.
RESPOSTA:
É claro que somente Deus pode julgar. Jesus é o Justo Juiz que julgará com justiça (Atos 10.42). Veja o exemplo de um rio: é preciso que exista o leito (a fé) para a água fluir (a graça).
somente pela fé?
Romanos 3:20-28:"Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei (...) pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça (...) concluímos pois que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei".
Gálatas 2:16: "Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado".
RESPOSTA:
A fé é indispensável: Quem nEle crê [em Jesus] não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não crê no unigênito Filho de Deus (Jo 3.18).
Somente pelas obras?
Romanos 2:6: "Deus recompensará a cada um segundo as suas obras".
Pela fé e pelas nossas obras?
Tiago 2:24,26: "Vedes então que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé (...) Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta".
RESPOSTA:
As más obras revelam uma vida não regenerada por Jesus Cristo. Logo, as obras revelam a fé, porque a fé sem obras é inoperante (Tiago 2.14,17, 20). Ademais somos salvos para as boas obras (Efésios 2.10). Não valem para a salvação as obras não decorrentes da fé no Senhor Jesus, fé que compreende reconhecer Sua divindade, morte e ressurreição. É por isso que Efésios 2.8 diz que ninguém compra sua salvação com seu próprio esforço (obras). A fé salvífica que produz salvação leva ao arrependimento, que leva ao perdão, que leva à salvação.
Ou pelos caminhos?
Ezequiel 7:3... "te julgarei conforme os teus caminhos ..."
Ezequiel 7:27: "Conforme o seu caminho lhes farei, e com os seus próprios juízos os julgarei".
Ezequiel 18:30: "Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus".
RESPOSTA:
O homem tem o livre-arbítrio para escolher o caminho bom ou mau. O bom caminho temor a Deus, obediência à Sua palavra, etc,- o levará à Vida Eterna. O outro, à morte eterna. De acordo com o caminho escolhido, será o homem julgado.
Ou pelo proceder e pelo mérito das obras?
Jr 17:10 "Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos; eu dou a cada um segundo o seu proceder, e segundo o mérito das suas obras".
RESPOSTA:
As boas obras são as que se originam no coração do homem temente a Deus e crente no Senhor Jesus. A Deus ninguém engana porque Ele esquadrinha o coração. Às vezes o homem pensa que está operando boas obras, mas Deus diz: Enganoso é o coração... (Jeremias 17.9).
Ademais, não devemos nos preocupar sobre o nosso julgamento porque, como disse, o Justo Juiz julgará com justiça. Cabe a Ele sopesar o mérito ou demérito. É SÓ CRER EM JESUS CRISTO; ACEITÁ-LO COMO SENHOR E SALVADOR; DEIXAR OS PECADOS, E DORMIR TRANQÜILO. Não devemos ficar ansiosos quanto ao nosso julgamento. O justo viverá pela fé. A verdade é que as obras isoladas não salvam. Fosse assim, um ateu caridoso iria para o céu.
12- COMO COMPREENDER O ARREPENDIMENTO DE DEUS?
Deus nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz?
(Malaquias 3:6) "Eu, o Senhor, não mudo. (Números 23:19) Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. (1Samuel 15:29) Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende; pois não é homem para que se arrependa...".
Volta atrás e se arrepende?
(Êxodo 32:14) "Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo. (Gênesis 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração (...) pois me arrependo de os haver feito. (Jonas 3:10) Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. (2Reis 20:1-7) Ezequias adoeceu e o profeta Isaías disse: Assim diz o Senhor: Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás. Ezequias orou ao Senhor e chorou muitíssimo. Então o Senhor fez Isaías voltar e falar para Ezequias que tinha ouvido as orações e o curou"
(Gênesis 18:23-33) Abraão consegue convencer a Deus que não deveria destruir a cidade de Sodoma se lá encontrasse pelo menos 10 justos. No início todos seriam destruídos, justos e ímpios, mas com a interferência de Abraão, que demonstrou ser um excelente argumentador, o Senhor amoleceu o coração e passou a ser mais condescendente. Dos 50 justos que havia falado anteriormente, se conformou em procurar apenas dez.
RESPOSTA:
De fato, na Sua essência, Deus não muda. Deus perfeitíssimo não poderia melhorar a Sua perfeição ou piorá-la. O que mudam são as circunstâncias. Com o vento soprando em uma única direção o navegador poderá mudar a direção do seu barco, para a esquerda ou para direita, dependendo da posição que toma. Uma casa não muda de lugar, mas podemos dizer que ela está ora à esquerda, ora à direita, dependendo da posição de quem a observa. É grosseira a comparação, mas auxilia na compreensão da natureza de Deus, no caso sob comentário. Em todos os casos sob análise o que mudou não foi Deus, mas as circunstâncias mudaram. Às vezes o arrepender-se de Deus é sinônimo de tristeza, como no caso da criação do homem (Gênesis 6). Após criar o homem, Deus disse que tudo que tinha feito era muito bom (Gênesis 1.31). Depois da queda, o homem mudou, as circunstâncias mudaram, e Deus se entristeceu da lastimável situação de sua criatura. Deus é Justiça e Misericórdia. A intercessão de Abraão, no caso da destruição de Sodoma e Gomorra, moveu a misericórdia de Deus. O clamor do rei Ezequias moveu a misericórdia de Deus. O clamor de Moisés moveu a misericórdia de Deus e todos não foram eliminados no caso do bezerro de ouro. A intercessão de Jonas, o arrependimento e jejum dos ninivitas mudaram as circunstâncias, então houve mudança da atitude de Deus com relação àquela cidade (Livro de Jonas). Da mesma forma, hoje acontece a mesma coisa. Todos os homens estão sob condenação eterna, porque todos pecaram e destituídos estão da salvação (Romanos 3.23). Todavia, se houver arrependimento e séria intenção de deixar o pecado; se houver fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição, ou seja, mudadas as circunstâncias, muda a atitude de Deus, e o homem será salvo. O princípio é este: mudando as circunstâncias, Deus poderá mudar suas atitudes. Lembremo-nos de que Deus é soberano na Sua vontade. Uma casa é um bem imóvel, mas ela poderá nos abrigar dependendo do lado em que estejamos. Dentro dela é o melhor lugar. A mesma coisa não ocorre se estivermos em cima dela ou do lado direito, esquerdo, na frente ou detrás. Estes esclarecimentos são apenas uma ajuda para quem está em dificuldade de compreender como Deus age em determinadas circunstâncias. A verdade é que nunca iremos compreender plenamente os mistérios de Deus e Sua natureza, mas sabemos que Ele é bom e nos ama, e está sempre pronto a socorrer-nos em nossas dificuldades. Todavia, veja o que Ele diz: SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR, E ORAR E BUSCAR A MINHA FACE, E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO EU OUVIREI DOS CÉUS, E PERDOAREI OS SEUS PECADOS, E SARAREI A SUA TERRA (2 Crônicas 7.14).
13- O QUE É COMO SE MANIFESTA O REINO DE DEUS?
O REINO DE DEUS é a manifestação do poder de Deus aqui na Terra. Jesus disse: "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus" (Mateus 12.28). Não é um reino vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo, que continuará inimigo de Deus e do seu povo. Somente na plenitude dos tempos é que o Reino de Deus se manifestará com força e com juízo. Os milagres, as curas, a renovação espiritual (novo nascimento) são manifestações do Reino, algumas visíveis, outras invisíveis aos nossos olhos. Somos soldados desse Reino; somos participantes desse Reino. A condição para entrar nesse reino é: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1.15). O Reino de Deus está na Terra para destruir as obras do diabo (Lucas 4.18). A máxima evidência de que pertencemos a esse Reino é termos uma vida de justiça, paz, e alegria no Espírito Santo, com o que somos luz do mundo e sal da terra e damos testemunho, como nosso exemplo, das nossa fé no Senhor Jesus, fé obediente. Assim, o Reino de Deus está em nós e nós estamos nele. Mas para entrarmos nesse Reino é preciso um esforço. Precisamos romper com o pecado, com os prazeres mundanos, com as práticas pecaminosas, e exercer pleno domínio sobre os desejos da carne (Mateus 11.12). Os participantes desse Reino possuem uma procuração passada por Jesus, com poderes plenos para, em Seu nome, destruir as obras de Satanás (Marcos 16.17-18).
fonte/http://www.renovado.kit.net





